Cidades
Acampamento de sem-terra em pres�dio ser� mantido
FÁBIA ASSUMPÇÃO Os mais de 500 trabalhadores rurais da Coordenação da Pastoral da Terra (CPT), acampados há dois dias em frente ao Presídio Cyridião Durval, aguardavam para ontem a decisão da justiça sobre o relaxamento da prisão de seis integrantes do movimento, presos por determinação do juiz Rivoldo Sarmento, da Comarca de Porto de Pedras, na última terça-feira. Com apoio da Igreja Católica, o movimento conseguiu alimentação para os trabalhadores acampados. Mas estava sendo aguardada chegada de mais um grupo de trabalhadores rurais de acampamentos e assentamentos da CPT em todo o Estado. ?Por hora, a situação é tranqüila, mas não sabemos o que vai acontecer se os nossos companheiros não forem libertados?, avisou José Gomes, do acampamento Bota Velha, em Murici. Segundo Gomes, a intenção dos trabalhadores é permanecer acampados em frente ao presídio até a liberação dos ?companheiros?, presos sob a acusação de prática de extorsão, por estarem cobrando pedágio para passagem de veículos na AL-101 Norte, em Porto de Pedras. Os integrantes da CPT, que estão recebendo o apoio do MST, caracterizam a atitude do juiz como abuso de autoridade, discriminação e racismo. Os trabalhadores ligados ao CPT afirmam que estão lutando apenas pelo direito à posse da terra e garantia de alimentos para as famílias acampadas. Só a CPT tem 10 acampamentos no Estado e mais três assentamentos. O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Mário Agra, fez uma visita ontem ao acampamento dos sem-terra em frente ao Cyridião Durval, mas não encaminhou nenhuma solução sobre a liberação de cestas básicas para as famílias de sem-terra.