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Projetos tentam estancar processo de perda do patrim�nio hist�rico

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FÁTIMA ALMEIDA Um programa de educação patrimonial e uma oficina-escola de restauração são projetos que estão sendo amadurecidos pela Secretaria Executiva da Cultura como forma de estancar o processo avançado de perda de referências importantes do patrimônio histórico estadual. Segundo Maria Inês Tenório, coordenadora do Pró-memória da Secult, responsável pela preservação do acervo histórico e cultural tombado, os projetos entrarão, nos próximos dias, em fase de busca de parceiros para a implantação, o que pode levar, ainda, algum tempo para se concretizar. O programa de educação patrimonial será apresentado na próxima terça-feira, às 14 horas, na Secretaria Executiva de Educação. A proposta, segundo Inês, é que as escolas assumam um papel nessa discussão, de forma multidisciplinar, assegurando uma transversalidade cultural. ?Não é só com o patrimônio histórico, é com todos os tipos de cultura. É necessário, que haja essa transversalidade, para que ela seja passada de geração em geração e que as pessoas, a comunidade, se aproprie da sua história, da sua cultura, ajudando a preservá-la?, defende Inês, destacando que essa é uma preocupação também federal. Falta de recursos Ela diz que, por causa da falta de recursos do Estado, o Pró-memória vive correndo atrás do que está caindo, como aconteceu no caso da Igreja do Convento, de Marechal Deodoro, cujo teto desabou parcialmente. ?Há um equívoco no que diz respeito ao preservador e à conservação. Os proprietários de prédios históricos, a própria população tem também que se preocupar com a manutenção. Não pode só esperar pelo Estado, porque o nível de prioridade de recursos para a cultura, infelizmente, fica lá embaixo?, reclama. Inês reconhece, entretanto, que se não há prioridade dos governos no tratamento da questão, não se pode esperar um grau de consciência e mobilização da população, capazes de salvar o que está se perdendo do nosso patrimônio.

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