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Movimento vai refor�ar acampamento em pres�dio

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BLEINE OLIVEIRA Só o julgamento favorável do Tribunal de Justiça sobre o pedido de habeas-corpus, impetrado há uma semana, pode tirar os sem-terra das proximidades do presídio Ciridião Durval, no Tabuleiro do Martins. Do contrário, a tendência é de aumentar ainda mais o número de trabalhadores acampados naquela área. Ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT), seis trabalhadores estão presos acusados de cobrar pedágio numa estrada no município de São Miguel dos Milagres. Além dos grupos ligados à CPT, o acampamento será engrossado por trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que já estão chegando a Maceió para aumentar a pressão, visando acelerar a decisão judicial. Ontem, o governador Ronaldo Lessa condenou a estratégia do movimento de acampar nas proximidades do presídio. Ele disse que o governo suspendeu a doação de alimentos ao pessoal da CPT e a decisão será mantida enquanto os grupos estiverem na área. ?Estou preocupado com o que está ocorrendo, mas posso garantir que o Estado não vai perder sua autonomia de garantir a legalidade e a segurança pública?- afirmou Lessa. O governador entende que os sem-terra foram presos por praticar atos ilegais. Por isso, admite determinar que, se houver bloqueio da rodovia, a polícia atue para garantir a livre circulação de veículos e pessoas. Essa decisão já foi tomada em relação ao bloqueio que o MST promoveu no município de Delmiro Gouveia. ?Não vamos permitir a desordem. Eles não podem continuar onde estão?- declarou Ronaldo Lessa, referindo-se aos sem-terra que tentam libertar companheiros presos por ordem do juiz Rivoldo Sarmento. Erro político Para o governador, os movimentos que lutam pela reforma agrária estão cometendo um grave erro político. As ações de bloqueio e ocupação, na avaliação dele, estão criando um clima de instabilidade prejudicial ao governo Lula. ?O que estão fazendo é um erro. Pela primeira vez, o País elege um trabalhador como presidente, um homem decidido a fazer justiça social e não querem deixar?- reclama. O coordenador estadual da CPT, Carlos Lima, disse que não há como suspender o acampamento sem que o habeas-corpus seja julgado. O relator do processo é o desembargador Orlando Manso. Lima considera a prisão dos sem-terra um ato arbitrário e denuncia que a ordem foi executada de forma violenta. O coordenador nega que os trabalhadores tenham cobrado pedágio como acusa o juiz.

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