Cidades
CASO BERNARDO OITICICA: depoimentos s�o adiados
RÓDIO NOGUEIRA Os depoimentos de quatro testemunhas de acusação no caso do assassinato do industrial Bernardo Gondim Oiticica, 43, ocorrido às 12h30 do dia 25 de abril nas dependências da Usina Santa Clotildes, em Rio Largo, que seriam tomados na manhã de ontem, foram suspensos por tempo indeterminado. Alegando questão de saúde, a juíza Marlene Madeiro informou ao fórum local a impossibilidade da tomada dos interrogatórios. A nova data ainda não foi agendada pela magistrada. A informação foi dada pelo advogado Everaldo Patriota, constituído pela família Oiticica. ?Vamos ver outra data?, explica Patriota, que disse ser uma questão de sigilo não revelar o nome das testemunhas de acusação, por questões de segurança. Réu confesso O industrial Bernardo Gondim Oiticica foi assassinado com dois tiros de pistola no escritório da indústria da família dele pelo primo e réu confesso Francisco Oiticica Quintella, 32, que depois de dois meses desaparecido se apresentou ao delegado Oldemberg Paranhos (que já havia pedido sua prisão preventiva e concluído o inquérito). O acusado, em depoimento à policia, confessou o crime. Mas disse que havia sido agredido pelo primo dentro da usina. ?Chiquinho?, como é mais conhecido, está preso no Tático Integrado de Grupos de Operações Especiais (Tigre), no Farol, e irá a julgamento. Durante a investigação, e com base em depoimento, a polícia descobriu que o acusado no homicídio - que era chefe de segurança da usina - almejava cargos importantes na diretoria da indústria. Francisco Oiticica Quintella chegou a comentar com a namorada que estava tendo sérios problemas com o primo Bernardo Gondim Oiticica.