Cidades
Vendedores fazem protesto para permanecer no Centro
FÁBIA ASSUMPÇÃO Vendedores de frutas e verduras interditaram, ontem de manhã, o cruzamento entre as Ruas da Alegria e Augusta, no Centro, para protestar contra a ação da Secretaria Municipal de Controle Urbano (SMCCU) de retirá-los do local. Cerca de 40 fiscais da SMCCU e Guardas Municipais chegaram ao local, por volta das 6 horas da manhã, para evitar que os ambulantes ocupassem a área. Mas devido ao protesto, tiveram que acionar os policiais do Batalhão de Trânsito para liberar o tráfego. O protesto durou pouco mais de dez minutos e só não causou um transtorno maior porque ocorreu nas primeiras horas da manhã, quando o movimento de veículos ainda era pequeno. Os ambulantes fizeram uma outra manifestação, no final da manhã, na Rua do Sol, conseguindo, desta vez, prejudicar o trânsito em várias ruas do Centro. Uma comissão formada por representantes da Associação dos Feirantes se reuniu pela manhã com o secretário municipal de Controle e Convívio Urbano, Emanoel Tenório, para tentar fechar um acordo que garantisse a permanência dos vendedores de frutas no Centro. Segundo o coordenador de Fiscalização da SMCCU, Sérgio Vieira, todos os ambulantes foram avisados no dia anterior de que não poderiam mais permanecer na área. ?Como já havia saído uma determinação de proibir a permanência deles no trecho próximo da antiga Telasa, eles entenderam que poderiam ficar no restante da rua?, afirmou Sérgio. ?Isso acabou gerando uma invasão de ambulantes na Rua Augusta, chegando a ser formar até fila dupla de carrinhos de ambulantes?. Sérgio explicou que a presença de vendedores de frutas na área do comércio era motivo de reclamações por parte dos comerciantes, pedestres e motoristas, porque eles ocupavam todos os espaços nas calçadas e nas ruas. Ele acrescentou que 90% dos ambulantes que vendem frutas no Centro possuem bancas no Mercado da Produção. ?Eles argumentam que vêm para o comércio porque o movimento é maior, por causa dos pontos de ônibus?. Caso os ambulantes insistam em permanecer na área, o funcionário da Prefeitura avisa que eles terão a mercadoria apreendida. A ambulante Lucimeire Lima admitiu que muitos vendedores possuem bancas no mercado. O que não era o caso dela. ?Estou aqui por causa do desemprego e o movimento aqui é melhor?, comentou.