Cidades
Inc�ndio fecha maternidade do Universit�rio
FÁTIMA ALMEIDA / FÁTIMA VASCONCELLOS Um incêndio no Hospital Universitário, ocorrido por volta das 4 horas da madrugada de ontem, fechou as portas da maternidade para novas pacientes durante todo o dia. Pela manhã, o diretor-geral do HU, João Macário, ocupou as emissoras de rádio para orientar as parturientes a procurarem outras maternidades, indicando a Santa Mônica para as pacientes de risco e a Paulo Neto para os casos de parto normal. O incêndio, segundo ele, foi provocado por um curto-circuito num condicionador de ar no quarto dos plantonistas, mas ninguém se feriu. O material plástico que envolvia o aparelho favoreceu a proliferação das chamas, mas o Corpo de Bombeiros chegou a tempo de impedir sua propagação para outros cômodos. Entretanto, a fuligem provocada pelo material queimado se espalhou pela enfermaria da maternidade, no segundo andar do HU, comprometendo também o funcionamento do centro obstétrico. ?Consultamos a equipe de controle de infecção hospitalar do HU e fomos orientados a limpar toda a fuligem, inclusive lavar e pintar algumas paredes e reesterilizar todo o material, por isso, ficamos tecnicamente impossibilitados de receber gestantes durante o dia?, explicou João Macário. Transtornos Na semana passada, a Maternidade Santa Mônica suspendeu o atendimento por ter ultrapassado o limite de capacidade de lotação do berçário. Nesse período, informou Macário, a maternidade do HU chegou a receber uma média de 22 parturientes por dia. O movimento, segundo ele, começava a se normalizar, quando nova paralisação no atendimento foi necessária, por causa de problemas na rede de esgoto do hospital, deixando os serviços suspensos por quase 24 horas. Ontem, o atendimento só foi normalizado por volta das 16 horas. Santa Mônica O diretor administrativo da Maternidade Santa Mônica, Luiz Vasco, disse ontem que 72, dos 90 leitos daquela unidade maternal encontram-se ocupados. Ele explica que a triagem é intensa, havendo diariamente um grande fluxo de pacientes chegando e saindo do atendimento. ?A suspensão temporária do atendimento na Maternidade do Hospital Universitário nos preocupa devido à limitação de leitos, mas não podemos e nem vamos recusar gestantes?. Ele frisou, no entanto, que a prioridade é para os casos de urgência, já que do total de 102 leitos, 90 são ocupados pelas mães. O restante é distribuído entre a sala de pré-parto, berçários e UTIs materna e neonatal. A maternidade também trabalha com o projeto Mãe-Canguru, o que favorece a acomodação dos bebês. De acordo com Vasco, ontem não houve nenhum incidente, ou seja, a demanda foi compatível com a oferta. ?A situação da falta de leitos nas outras maternidades é preocupante demais para nós. É um elemento complicador. Estamos preparados para atender parturiente de alto risco, mas acabamos fazendo tudo. Estamos torcendo para que a situação volte ao normal o mais breve possível?, concluiu.