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Justi�a p�ra em mobiliza��o contra a reforma

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FÁTIMA ALMEIDA A Justiça Federal está paralisada. Numa seqüência dos protestos e da mobilização nacional contra a reforma da Previdência, os trabalhadores do setor iniciaram, ontem pela manhã, uma paralisação de 48 horas. Segundo José Morais, coordenador-geral do Sindjus, apenas as audiências e os pagamentos agendados anteriormente foram mantidos. ?Nosso objetivo é parar para dialogar, esclarecer e protestar contra o projeto do governo, e não penalizar a sociedade?, destaca ele. Ato público Ontem pela manhã os servidores públicos federais de diversos setores, representações dos servidores públicos estaduais e estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) uniram-se ao Sindjus em um ato público em frente ao prédio das Varas do Trabalho, na Praia da Avenida. O ato unificado faz parte de uma programação nacional para todos os estados, com o objetivo de denunciar, também, o papel que os governadores estão tendo nas reformas. ?Eles são parceiros nesse processo. A questão da contribuição dos aposentados, por exemplo, interessa muito mais aos governos estaduais do que ao governo federal, porque a arrecadação com a taxação dos inativos, no contexto federal, é insignificante em relação à arrecadação global da reforma da Previdência, entretanto, para os estados, ela é generosa?, observa Morais. Segundo ele, mesmo quando concluída a votação da reforma da Previdência, a mobilização nacional vai continuar, porque há expectativas em relação às leis ordinárias que definirão questões como a paridade e a integralidade para os atuais servidores. Além disso, destaca Morais, ?estamos só no início de muita coisa que ainda está por vir, como as reformas trabalhista, tributária e sindical, cujos projetos, ao que tudo indica, vão atender apenas aos interesses dos capitais nacional e internacional?. Ontem à tarde os servidores realizaram assembléias e hoje fazem uma panfletagem nas ruas do centro, denunciando os parlamentares que votaram contra os interesses dos trabalhadores.

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