loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Genro: “Governo n�o ser� ref�m de guerra social”

Ouvir
Compartilhar

FÁTIMA ALMEIDA O secretário especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo Lula, ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro, admitiu, ontem, em Maceió, que o Brasil está atrasado no processo de reforma agrária, e terá que cumprir uma etapa que outros países já cumpriram há cerca de 100 anos. Entretanto, afirmou ele, isso terá que acontecer dentro da ordem democrática, sem transformar o governo em refém de uma guerra social. Ele adverte que, se o governo tiver que interferir para garantir a paz e a tranqüilidade, o fará com firmeza, mas utilizando toda a capacidade de diálogo e respeitando a aproximação necessária. Tarso Genro reafirma a promoção da reforma agrária como compromisso do governo Lula, mas diz que ela deve ser feita dentro da ordem constitucional, sem inviabilizar a economia do país e sem prejudicar a quem está produzindo. Tarso Genro vem de uma região, o Rio Grande do Sul, onde a exemplo de Alagoas os conflitos agrários ganharam grande dimensão nos últimos anos, com ocupações de terras e outras ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre os quais bloqueios de rodovias, saques, marchas e ocupação de prédios públicos. A declaração do ministro combina com a posição declarada pelo próprio presidente Lula, no Fantástico (TV Globo) do último domingo, de que ?os sem-terra não vão fazer reforma agrária na marra, porque este País tem regras?. Lula falou que é preciso criar um novo modelo de reforma agrária, para que não aconteça simplesmente a transformação de um miserável urbano em um miserável do campo. ?A gente precisa mudar, levar a pessoa para o campo e dar toda estrutura para que aquele cidadão possa, com sua família, começar a viver a partir do resultado do seu trabalho. Essas coisas têm que ter paciência?, observou o presidente em sua entrevista. País cria contrato social para desenvolvimento Crescimento sustentável com distribuição de renda; inserção internacional do Brasil na economia global; capacidade de estabelecer um novo contrato político no País, capaz de encontrar, no diálogo, soluções para os grandes problemas; e inclusão social através do emprego. Essas são as bases de um novo contrato social que está sendo construído no Brasil, apresentadas pelo ministro Tarso Genro, secretário especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo Lula, que esteve, ontem, em Maceió, participando do III Fórum de Desenvolvimento Social e Econômico do Estado de Alagoas. Ele acredita que a partir do próximo ano, com o orçamento proposto pelo atual governo, é possível puxar o carro do desenvolvimento e começar a atingir taxas superiores de crescimento no País. Para isso, o governo conta com a reforma da Previdência, praticamente consumada, e a reforma tributária, em andamento. Segundo Tarso Genro, essas reformas constituíram a primeira pauta do Conselho, criado no governo Lula. Ele disse, em entrevista ao Bom Dia Alagoas, da TV GAZETA, que o Conselho ouviu a sociedade e fez um conjunto de indicações ao presidente. Mais da metade dessas indicações foi acatada no projeto de reforma encaminhado ao Congresso Nacional. ?Pela primeira vez na história do Brasil a sociedade civil, de forma organizada, ajudou o Executivo a produzir leis?, observou. O ministro acredita que, a exemplo da reforma da Previdência, a reforma tributária vai ser aprovada, apesar das divergências, porque é uma necessidade nacional. ?Temos que compreendê-la como afirmação de um projeto de desenvolvimento nacional. Todo mundo tem que fazer seu sacrifício e o governo vai saber negociar para proporcionar a melhor possibilidade?, diz ele. A partir do próximo ano, é a vez da reforma política. ?Esse novo contrato social tem que estar escorado numa nova relação política entre os entes da Federação, os partidos políticos, a responsabilidade dos parlamentares no Congresso Nacional?, diz Tarso Genro, acrescentando que esse projeto político que está sendo lapidado vai assegurar a estabilidade política do País, nos próximos 30, 40 anos? (FA)

Relacionadas