Cidades
Federais retomam greve por tempo indeterminado
Um ato público com enterro e queimação simbólica dos deputados federais alagoanos que votaram a favor da reforma da Previdência marcou, ontem pela manhã, o reinício da greve de várias categorias de servidores públicos federais de Alagoas contra a reforma. O ato começou às 9 horas, na Praça dos Palmares, e terminou na Praça dos Martírios, onde um grande aparato policial estadual e federal foi mobilizado. No mesmo instante, o governador em exercício, Luís Abílio, recebia, no Palácio, o vice-presidente da República, José Alencar. Previdenciários, professores e estudantes da Ufal, fiscais da Previdência e da Receita Federal e trabalhadores da Justiça carregaram as fotos dos parlamentares numa urna fúnebre, em marcha pelo centro da cidade. Faixas, palavras de ordem, apitaço e um enorme congestionamento compunham o cenário, já conhecido, do protesto, que passou em frente da Assembléia Legislativa, seguiu pela Rua João Pessoa, parando em frente da Prefeitura, na Praça dos Martírios. De frente para o Palácio, os servidores queimaram as fotos dos parlamentares. Marcaram posição nos discursos de suas lideranças e anunciaram a greve por tempo indeterminado em todos os setores. O Sindjus decidiu por paralisações de 48 horas, alternadas com 48h de funcionamento, mas segundo Idailza Beirão, do Sindicato dos Previdenciários, todos os postos do INSS permanecerão fechados. Apenas o prédio do Ministério da Saúde, na Praça dos Palmares, permanecerá aberto. Universidade Os docentes da Universidade Federal de Alagoas decidem, na próxima segunda-feira, se retornam ao trabalho. A decisão será tomada em uma assembléia que acontecerá às 9h30, na Reitoria. A decisão pelo fim da greve, no entanto, não significa o fim da mobilização da categoria, que está pronta para novas tomadas de ações voltadas para o segundo turno da votação das reformas, segundo informa o diretor sindical, Antônio Passos. Os técnicos-administrativos da Ufal vão anunciar a posição da categoria em relação à greve após assembléia geral, marcada para a próxima sexta-feira, às 10 horas, também no auditório da Reitoria. Até lá, a paralisação na universidade será mantida, com suspensão de aulas e serviços.