Cidades
Verdureiro e raizeiro: �nicos proibidos de ficar no Centro
FÁBIA ASSUMPÇÃO A Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) disciplinou a permanência dos vendedores de frutas na Rua Augusta, no Centro, mas proibiu a presença dos verdureiros e raizeiros. O número de vendedores de frutas foi limitado a 26 e só podem ficar no lado direito da rua, no trecho entre o prédio do Ipaseal até a Rua da Alegria (próximo do prédio da antiga Telasa). Apesar de não estarem mais sendo incomodados pelos fiscais da SMCCU, a maioria dos vendedores de frutas não se sente tranqüila. A maioria está desempregada e tem como único meio de sobrevivência a venda de frutas. É o caso de Luiz Lacerda que há dois anos vende frutas no comércio. Ele argumenta que não há condições de comercializar as frutas no Mercado da Produção, devido à concorrência com a Ceasa. ?Na Ceasa são vendidas frutas a grosso e a varejo, por isso quem vende frutas no mercado não tem movimento?. Apesar de o movimento no Centro ser melhor, Lacerda reconhece que a concorrência é grande, pois assim como ele, existem dezenas de outros desempregados sobrevivendo do mesmo comércio. Como trabalham com um produto perecível, eles sofrem prejuízos quando não conseguem vender toda a mercadoria. ?Quando a gente não vende tudo, as frutas acabam estragando?. Além dos vendedores de frutas, outras dezenas de ambulantes também ocupam a área da Rua Augusta, como vendedores de água de coco, caldo de cana e sapateiros, o que acaba tumultuando o trânsito e a locomoção dos pedestres nas calçadas.