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Estudo mostra que dor de cabe�a acomete crian�a
FÁTIMA ALMEIDA A dor-de-cabeça não é uma doença exclusiva de adultos, como muita gente pensa. Segundo a neuropediatra alagoana Auristela Lyra, 75% das crianças registram pelo menos um episódio de cefaléia até os 15 anos de idade. Há ocorrências já no primeiro ano de vida e cerca de 90% das crianças que sofrem com esse problema têm um histórico de pais também vítimas da cefaléia. Os dados são resultados de acompanhamento ambulatorial da médica e foram apresentados ontem, durante a II Jornada de Pediatria do Hospital Universitário, que acontece desde a última segunda-feira, reunindo profissionais e estudantes da área médica. De acordo com a médica Auristela Lyra, 75% das dores-de-cabeça em crianças têm como causa a enxaqueca, que se caracteriza por episódios de cefaléia intercalados com períodos livres da dor, acompanhados de outros fatores como vômito, náusea e tontura, e associada a um forte histórico familiar. Ela diz ainda que a enxaqueca da criança é diferente da que acomete os adultos na duração, na intensidade e nos fatores associados, e que pode ser detectada com facilidade pela família, observando aspectos como a repetição da dor-de-cabeça. O primeiro passo para o tratamento, segundo a especialista, é o repouso. Se a enxaqueca for identificada logo no início da crise, duas horas de repouso podem ser suficientes para cessarem os sintomas. Quando não, o remédio é mesmo a medicação, que pode ser feita em casa, com base em analgésicos ou a critério médico, no hospital. A médica reforça a necessidade da profilaxia, observando os fatores e tentando eliminá-los, para evitar as crises. Mas é taxativa: a enxaqueca não tem cura. A jornada debateu, ainda, durante o dia de ontem, Enurese Noturna; Otite Média Recorrente; Prevalência de Hipertensão; e Riscos de Sobrepeso em Escolares de Maceió, entre outros temas. O evento termina hoje pela manhã.