Cidades
Alagoas registra 703 acidentes envolvendo postes
Até novembro deste ano já são contabilizados cerca de 703 acidentes envolvendo veículos e postes no Estado de Alagoas, de acordo com informações cedidas pelo Grupo Equatorial de Energia no Estado.
Segundo Bruno Amaral, gerente de Obras de Manutenção da Equatorial, a contabilização dos casos é feita pelo centro de operações da empresa, que monitora toda a rede elétrica do Estado de Alagoas.
De acordo com o gerente de Obras de Manutenção da Equatorial, toda a rede do Estado de Alagoas é monitorada diariamente para evitar irregularidades, sejam elas advindas de erros do sistema ou de externalidades, como acidentes envolvendo veículos.
“Essa contabilização é feita através do centro de operação, que monitora toda a rede do Estado. Quando acontece alguma ocorrência que leve à falta de energia, ou que mesmo não gerando falta de energia seja registrada pelo consumidor através do nosso call center, ela vai para o nosso centro de operações onde registramos as ocorrências”, contou Bruno Amaral.
“As ocorrências ao serem contabilizadas são enviadas para a área de manutenção, para que façamos a inspeção da rede e verifiquemos se há realmente um problema, caso seja identificado, partimos para a correção dele. Por exemplo, quando há acidentes com postes, se há falta de energia o consumidor faz um chamado através do call center e vamos lá resolver. Há também a opção do acidente provocar a autuação de algum equipamento automatizado, automaticamente enviando um alerta para nosso centro de operações, que envia uma equipe para o local. Lá a equipe faz uma verificação, um registro fotográfico e um levantamento do dano e disso partimos para o reparo”, explicou o gerente da Equatorial.
AÇÕES
Ainda de acordo com Bruno Amaral, as ações da Equatorial, enquanto empresa que lida com energia, podem ser divididas em três. Sendo elas, ações corretivas, preventivas e divulgação. “Nossa equipe que foi até o local e fez todo o registro fotográfico, faz um levantamento, um pequeno projeto para avaliar o que precisamos fazer para reparar o problema. Dado o levantamento, a área de manutenção faz uma programação e aloca a equipe de manutenção pesada para fazer o reparo. Nossa equipe pode ser dividida em equipes de linha desenergizada, que chamamos de equipe de linha morta e equipe de trabalho em linha energizada, que chamamos de linha viva. Essas equipes são chamadas, fazem a avaliação e restauram o sistema, isso é chamada de ação corretiva”, contou Bruno Amaral.
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“De forma preventiva nós realizamos uma análise de circuito e de pontos por trechos, onde há ocorrência grande de problemas, aí então implantamos melhorias na rede, como relocação de postes para outros trechos, que sejam menos suscetíveis a acidentes. Por exemplo, locais onde tem poste em curvas, que costuma ocorrer acidentes, mudamos ele de lugar, e quando isso não é possível nós fazemos um implantação de defensa, que são proteções metálicas que impedem tanto que o poste seja muito variado, quanto em caso de colisões, diminui o risco do motorista sofrer um dano fatal. Nesse caso estamos conversando com alguns órgãos como o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) para ajudar na homologação da aplicação dessas defensas”, explicou.
* Sob supervisão da editoria de Cidades.