Cidades
Estudantes denunciam fechamento de curso na Ufal
FÁTIMA VASCONCELLOS As estudantes Florência Matias e Luciane Silva Almeida, do curso de especialização em Qualidade Sanitária dos Alimentos pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vão entregar um abaixo-assinado no Ministério Público Federal, na próxima semana, solicitando interferência para evitar o fechamento do curso. ?Estamos sem aula desde julho, mas o curso é auto-sustentável. Todos ao alunos pagam a mensalidade, mas apesar disso, falta material didático e condições de trabalho para os docentes?. A turma tem 18 estudantes, cada um pagando R$ 250 ao mês. ?Pagamos justamente para cobrir as despesas de material e o pagamento dos professores, que vêm de outros Estados. Estranhamente falta tudo, mesmo sem haver inadimplência. Durante a fase de planejamento para criação do curso, toda a lista de material foi definida e solicitada ao órgão competente. Não se justifica que só agora o reitor alegue que o material não foi solicitado com antecedência. Nada temos a ver com isso. Nos submetemos às exigências do edital, pagamos e a universidade tem um contrato para a oferta do curso. Estamos exigindo nossos direitos?, desabafou Florência. O pró-reitor de pós-graduação e pesquisa da Ufal, Josealdo Tonholo, disse que dos 14 cursos de especialização apenas o de Qualidade Sanitária dos Alimentos está com pedido de fechamento. Ele atribui o fato à falta de planejamento por parte da coordenação do curso e diz que se o material necessário às aulas tivesse sido solicitado com antecedência, a crise em questão não existiria. Segundo ele, o dinheiro pago pelos alunos fica numa conta da União, ao invés de serem repassados para os respectivos cursos. ?O que o curso precisar, solicita a Propep (Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa), com antecedência mínima de três meses. A burocracia do serviço público inviabiliza o atendimento feito de última hora.? A estudante Luciane Silva acrescentou que a universidade foi negligente com a questão. ?Nada justifica o descaso. Falta pulso, empenho, boa vontade para resolver o problema. Se a instituição abre novos cursos, que se desdobre para gerenciar da melhor forma possível. Não podemos levar prejuízo, daí a necessidade de o Ministério Público Federal intervir?, concluiu.