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Ipem interdita bombas em posto de GNV

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Fiscais do Instituto de Pesos e Medidas de Maceió (Ipem) interditaram, ontem pela manhã, duas bombas de Gás Natural Veicular (GNV), em um posto de combustível no Farol, que não estavam funcionando dentro das especificações do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). A interdição ocorreu durante o processo de aferição das bombas de GNV, feito anualmente, e que vai atingir os 11 postos revendedores de gás natural em Maceió. O trabalho teve início na quinta-feira e deve ser concluído dentro de 15 dias. O presidente do IPEM, Teógenes Café, afirmou que o objetivo da aferição é verificar se a quantidade de gás apontada nas bombas é a mesma que está sendo colocada no tanque do veículo. ?Temos um equipamento que faz essa comparação?. A mediação é feita tomando como base o abastecimento de três veículos. Se for identificado um erro para mais ou para menos superior a 1% na quantidade de gás informada pela bomba e a que foi medida no abastecimento dos três veículos, o equipamento é interditado. ?A bomba fica interditada até que haja a regulação?, explicou Teógenes. No caso de haver constatação de que o erro foi provocado intencionalmente pelo proprietário do posto, ele é punido com multa. Nas duas bombas interditadas, ontem, os técnicos do Ipem constataram variações acima das especificações do Inmetro nas duas bombas do posto de bandeira Esso. O proprietário do posto, Roberto Mascarenhas, argumentou que os donos dos postos não têm como identificar se as bombas estão desreguladas. Segundo ele, a regulagem das bombas é feita por uma única empresa em todos os postos de Maceió. Paralisação Mascarenhas adiantou que a própria empresa que faz as manutenções da bomba afirmou que houve uma desregulagem das bombas de GNV por causa de uma parada da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) em Pilar. ?Depois dessa parada, eles não conseguiram fazer a regulagem de todas às bombas de GNV?. O empresário acrescentou que o processo de abastecimento dos postos por GNV é diferente do de combustíveis líquidos. ?Nos combustíveis líquidos, o posto recebe uma quantidade definida, no caso do GNV não há entrega do gás, que vem direto da unidade de distribuição e o dono do posto paga sempre por uma quantidade maior do que revende?. Mascarenhas acreditava que, ontem mesmo, as bombas seriam liberadas, já que técnicos da empresa de manutenção das bombas e da Algás estiveram no local para apresentarem explicações aos técnicos do Inmetro sobre o processo de funcionamento das bombas de GNV.

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