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Padrasto responde na Justiça por morte do menino Danilo
Além do homicídio, José Roberto ainda é suspeito de ter praticado diversos crimes contra a ex-esposa e a enteada Além do homicídio, José Roberto ainda é suspeito de ter praticado diversos crimes contra a ex-esposa e a enteada José Roberto ainda é suspeito de ter praticado diversos crimes com ex-esposa e enteada
REPRODUÇÃO
Além do homicídio, José Roberto ainda é suspeito de ter praticado diversos crimes contra a ex-esposa e a enteada
PADRASTO RESPONDE NA JUSTIÇA POR MORTE DO MENINO DANILO
Ação corre na 7ª Vara Criminal da Capital; mãe disse acreditar que José Roberto de Morais seja autor do crime
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HEBERT BORGES*
ESTAGIÁRIO
Corre na 7ª Vara Criminal da Capital ação penal acerca do homicídio qualificado de Danilo Almeida Campos. O padrasto da vítima, José Roberto de Morais, responde pelo processo. A vítima, de 7 anos de idade, foi encontrada morta em uma viela perto de onde morava, no Clima Bom, no dia 12 de outubro deste ano. A informação acerca do processo está em um parecer do Ministério Público de Alagoas (MP/AL) que trata de um habeas corpus em favor de José Roberto de Morais, preso por outras acusações. Além da informação da existência do processo, a assessoria de comunicação da Polícia Civil (PC/AL), informou, nesta segunda-feira (16), que, durante depoimento, a mãe da vítima e companheira de José Roberto de Morais, Dacineia Almeida, afirmou que “após tudo que já passou, acredita hoje que o autor do homicídio de Danilo é seu ex-companheiro Roberto, o qual já era agressivo e violento com os seus filhos, principalmente com o Danilo, que sempre foi perseguido pelo padrasto”. Ao ser ouvida, a mãe de Danilo narrou ainda que “cerca de seis meses atrás presenciou José Roberto tentando asfixiar o Daniel (seu outro filho) na cama, e por conta da intervenção dela o seu ex-companheiro não o matou, acreditando que José Roberto é um psicopata e não demonstrou nenhuma dor ou pesar com a morte do Danilo, e hoje teme pela sua vida e de seus filhos”. Segundo o corregedor da PC, Aydes Ponciano, a investigação preliminar constatou que José Roberto teria ministrado drogas à mãe da vítima e certamente usou de manipulação psíquica e emocional com o intuito de mudar o rumo das investigações. O corregedor sugeriu à Delegacia Geral da Polícia Civil a abertura de inquérito contra Dacineia e José Roberto por denunciação caluniosa, tendo em vista os fatos constantes na investigação preliminar. Sobre esta sugestão, a Gazeta aguarda manifestação da PC. O crime completou dois meses no último dia 12. Conforme informou o promotor de Justiça Rodrigo Soares, que cuida do caso, ainda não havia denúncia nem o inquérito tinha sido concluído até aquela data.
O CASO
O corpo de Danilo Almeida Campos foi encontrado no dia 12 de outubro, por vizinhos. A criança havia sido vista pela última vez ao sair de casa para levar um garfo para o padrasto. A primeira reviravolta do caso se deu quando a mãe denunciou ter sito torturada pelos delegados Bruno Emílio e Fábio Costa durante um interrogatório. Os delegados negaram. Já a segunda se deu com a prisão do padrasto no dia 7 de novembro.
José Roberto é suspeito de ter praticado diversos crimes contra a ex-esposa e a enteada. Dentre os delitos estão tentativa de homicídio, estupro de vulnerável, lesão corporal, cárcere privado e sequestro, cometidos no município de Arapiraca.
Uma semana depois da prisão do companheiro, a mãe do menino compareceu à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa para denunciar o esposo. Ela disse que era dopada pelo marido e narrou que só não falou antes porque ela e os filhos corriam risco.
* Sob supervisão da editoria de Cidades.