Rachaduras
NATAL CHEGA TRAZENDO TRISTEZA PARA MORADORES DO PINHEIRO
Sem saber para onde irão, famílias dizem não ter motivo para comemorar festas natalinas Sem saber para onde irão, famílias dizem não ter motivo para comemorar festas natalinas
Com a aproximação do Natal, a magia do clima natalino toma conta dos alagoanos, porém, para aqueles que tiveram que abandonar seus lares por conta das rachaduras e afundamentos no bairro do Pinheiro e nos bairros adjacentes, a situação é complicada. Comumente uma data festiva e feliz, para essas famílias o fim de ano se transformou em um momento triste e de bastante dificuldade.
Para os moradores das áreas de resguardo, a tradição de se reunir com seus amigos e entes queridos celebrarem juntos já não existe mais. “Uma dor profunda. É esse o sentimento de todos do bairro do Mutange, e da minha família, neste fim de ano. Todo ano nós costumávamos passar juntos, em família, vinham até parentes mais distantes para a minha casa,, mas agora não sei como vai ser”, contou Aristóteles Augusto.
“Diante dessa situação com todas as famílias que estão saindo de suas casa e procurando lugar para morar, pode ser estranho falar sobre clima natalino, mas ele está muito ligado à família e à união. Esse ano é até constrangedor falar, mas não sei como será, porque estamos com tantas preocupações sobre para onde vamos, se teremos dinheiro, essas coisas”, explicou o morador.
Para Erilene dos Santos, o Natal é tradição, mas agora a preocupação é se ela e os familiares terão onde se reunir. “Este Natal está sendo um grande ‘não sei’ porque estamos tentando ainda nos adaptar à nossa nova realidade, ao que nos aconteceu. Estamos sendo realocados, muitos nem tem lugar para ficar. Eu morava de aluguel na casa da minha sogra. Com essa tragédia que nos abateu, foi cada um para um lugar, e ela é minha família”, disse a moradora, que complementou: “O Natal era sempre na minha casa no Pinheiro, agora eu não sei como vamos fazer.”
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“Natal para a gente é tradição mesmo, e na minha família é tradição de anos. Uns 10 anos fazendo o Natal na minha casa, porque é grande e todo mundo se sentia confortável lá, mas agora não sei. No nosso Natal fazíamos ‘amigo secreto’, nos reuníamos para trocar presentes e isso tinha todo um simbolismo. É difícil ver que esse ano vai ser diferente, principalmente por algo que não é nossa culpa”, relatou a moradora do bairro do Pinheiro.