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Escolas recebem proposta de combate �s drogas

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Fábia Assumpção A Comissão de Prevenção ao Uso de Drogas do Conselho Estadual de Entorpecentes apresentou uma proposta à Secretaria Executiva de Educação (SEE) para implantação de um plano de prevenção ao uso de drogas nas escolas públicas estaduais. Dentro deste plano, está a realizando de uma pesquisa entre os estudantes para definir um quadro sobre o uso de drogas nas escolas. Segundo a coordenadora da Comissão, Rosa Augusta Melo, uma pesquisa dessa natureza nunca foi feita em Alagoas, por isso não há uma estatística precisa sobre o consumo de drogas entre os estudantes alagoanos. O único levantamento oficial sobre o uso de drogas em Alagoas, mais especificamente em Maceió, foi o realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) em 2001. O 1o Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil foi realizado em 107 cidades brasileiras, das cinco regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte). No Nordeste, foram alvo do levantamento 22 cidades, entre elas Maceió. Rosa Augusta explica que o resultado da pesquisa, apresentou apenas o resultado por regiões e não por cidades. ?De qualquer forma, os dados sobre a região se refletem nas cidades pesquisadas?. O levantamento mostrou dados preocupados: 68,4% do universo de pessoas entrevistas faziam uso de álcool e 16,9% eram dependentes. Outros 37,4% usam tabaco e 8,3 eram dependente dessa droga. Entre as drogas consideradas ilícitas, 5,5% faziam uso da maconha e 1,2% eram dependentes. Foram constatados também usuários de cocaína (1,4%), crack (0,4%), heroína (0,2). Também foi constatado um alto índice de usuários de benzodiazepínicos (5,3%) e 2,3% eram dependentes dessas drogas. A maior parte da faixa etária pesquisada tinha entre 18 a 25 anos (23%) e com mais de 35 anos foram 42,7%. Para Rosa Augusta, o resultado do levantamento mostrou a necessidade urgente de haver um trabalho mais eficaz de combate ao uso de drogas consideradas ilícitas, como álcool e o cigarro, cujos efeitos são tão devastadoras como qualquer outro tipo de droga. Desrespeito às leis O presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes, Keginaldo Paiva, enfatizou a necessidade de cumprimento de algumas leis que proíbem a existência de bares e lanchonetes que vendem bebidas alcóolicas próximas as escolas. Muitas dessas leis, como a Lei Municipal 4.690/98 que proíbe a venda de cigarros e bebidas alcóolicas a menores de 18 anos de idade não são cumpridas pelos donos de bares. Há ainda a Lei 4.702/98 que dispõe sobre a proibição de consumo de qualquer espécie de fumo e seus derivados nas escolas públicas e privadas de Maceió. Outra lei que também não vem sendo cumprida a rigor é 4.897/99 que proíbe a instalação de barracas e carrinhos de comercialização de comestíveis nas proximidades de escolas públicas e privadas de Maceió. ?Hoje, os churrasquinhos de gatos são instalados na porta das escolas?, exemplifica Keginaldo. Rosa Augusta, que também preside a Associação de Combate ao Uso de Drogas (Acorde), lembra que o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), que este ano completou treze anos de vigência, também define medidas de proteção à criança e ao adolescente, que precisam ser respeitadas. A representante da Secretaria Executiva de Educação, Rosângela Teodósio, afirmou que não há nenhum plano dentro da secretaria para prevenção do uso de droga entre os estudantes. ?Existem algumas ações esporádicas que são feitas de maneira isoladas por algumas escolas?, explica, salientando a importância de um plano unificado para ser aplicado em todas às escolas públicas. A comissão de Prevenção a Drogas também conta com a participação da representante do Programa de Saúde Mental da Secretaria Executiva, Núbia Monteiro, que reconhece não haver hoje um centro para tratamento para adolescentes e dependentes de drogas em Maceió.

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