Cidades
Investiga��o do MP gera afastamentos na Fejal
BLEINE OLIVEIRA A Promotoria Coletiva Especializada de Fundações do Ministério Público Estadual (MP), representada pela promotora Faildes Mendonça, acompanhou a assembléia geral na qual três dirigentes e um funcionário da Fundação Educacional Jaime de Altavilla (Fejal) apresentaram pedido de afastamento dos cargos que ocupavam na instituição. A destituição dos diretores, entre eles o tesoureiro da Fejal, professor Hermes Cavalcante, ocorreu em assembléia geral, na última sexta-feira, para analisar o resultado da auditoria contábil e administrativa que mostrou má gestão na fundação. Há cerca de um ano o MP instaurou processo administrativo de tomada especial de contas e de análise de atividades para investigar denúncias de que a instituição não estava sendo administrada de forma adequada as suas finalidades. O presidente da fundação, José Damasceno Lima, renunciou ao cargo logo que o Ministério Público determinou a realização de uma auditoria externa naquela instituição, responsável pela criação da primeira entidade privada de ensino superior de Alagoas. O resultado da auditoria, realizada por uma empresa credenciada pelo MP, indicou má gestão na Fejal. Por isso, a assembléia geral, formada por 21 membros, decidiu instaurar inquérito administrativo para investigar o resultado da auditoria e responsabilizar os autores das irregularidades identificadas. ?Não podemos afirmar que há desvio de recursos, mas a auditoria mostrou que a administração anterior não estava atuando de modo responsável, o que poderia inviabilizar a Fundação?, afirmou a promotora Faildes Mendonça. Prestação de contas Ela ressalta que o objetivo do Ministério Público é zelar para que a Fejal, como as demais fundações privadas do Estado, seja administrada de modo responsável, cumprindo suas finalidades e objetivos. A investigação do MP foi decidida depois que, reiteradamente, a gestão anterior da Fejal se recusou a prestar contas de suas atividades anuais, conforme estabelece a legislação. ?Fizemos, então, um termo de ajuste de conduta, a nova direção da Fejal está trabalhando com o acompanhamento do Ministério Público, que tem como objetivo corrigir os erros identificados?, declara a promotora. Para Faildes Mendonça, a Fejal é uma instituição que tem inegável contribuição ao desenvolvimento do ensino superior em Alagoas. ?Essa instituição não pode ser desmerecida, ao contrário, vamos ajudá-la a continuar cumprindo seus objetivos e o ideário de seu fundador, o padre Téofanes Augusto de Barros?, declarou a promotora.