Cidades
Especialistas avaliam em Macei� novo modelo para o setor el�trico
O Núcleo de Eficiência Energética na Indústria (NEEI) da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) promoveu, ontem, uma reunião para discutir o novo modelo institucional para o setor elétrico, que será apresentado pelo governo federal ao Congresso Nacional. A reunião foi realizada na sede da Fiea, com a participação de representantes da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Algás, Agência Reguladora dos Serviços Públicos em Alagoas (Arsal), usinas de açúcar e indústrias. O secretário-executivo do Núcleo, Geoberto Espírito Santo, explicou que o País está muito próximo de um caos institucional no setor elétrico. Segundo ele, hoje existe um situação paradoxal no País: de um lado os consumidores reclamam que as tarifas de energia são altas e por outro lado as concessionárias atravessam dificuldades financeiras, por falta de mercado. ?Atualmente, estamos em situação normal em termos de energia, mas se esse mercado voltar a aparecer existe risco de um novo racionamento, pois todas as obras do setor que são necessárias para ampliar o sistema elétrico estão paradas?. Problemas Geoberto afirma que a proposta do novo modelo institucional que está sendo elaborado apresenta modificações profundas em relação ao vigente hoje, mas também apresenta problemas em algumas regras que precisam ser revistas. ?A lei antiga joga todo o risco do sistema elétrico no mercado, já a atual joga esse risco para os distribuidores cativos?, compara. A nova proposta também traria problemas para algumas das potencialidades energéticas existentes em Alagoas, como a Biomassa ? produção de energia pelo bagaço da cana ? e a energia eólica (dos ventos). ?Pela nova proposta, esses sistemas enfrentariam dificuldades por causa da viabilidade de preços com relação a outros sistemas?. Pelo novo modelo, a Ceal não terá condições de comprar energia da Termoalagoas. Com produtor independente, a termelétrica só poderá vender sua energia para o consumidor livre, que consuma acima de três mil kilowatts. O governo também enfrenta outro problema: terá dificuldades para propor o novo modelo por meio de Lei Ordinária, pois sabe que haverá uma divisão da base aliada no Congresso sobre a proposta, e se o fizer por Medida Provisória deixará inseguros os investidores. (MFA)