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ESTUDOS COMPROVAM DANOS PROVOCADOS NOS TRÊS BAIRROS

Moradores atingidos pelos problemas estruturais foram os primeiros a atribuir a situação à exploração de sal-gema na região

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Aristótele procurou a Central do Morador para obter informações sobre a indenização
Aristótele procurou a Central do Morador para obter informações sobre a indenização | Foto: arnaldo ferreira

Há dois anos, moradores do Pinheiro se queixavam de rachaduras nos imóveis e afundamentos de ruas. Com informações aleatórias e empíricas, a comunidade atribuía o problema aos poços de extração de salmoura. A empresa até então negava envolvimento com a situação, sentidas pelos moradores nos três bairros e com os tremores de terra que passaram a ser mais frequentes.

A Secretaria Municipal de Defesa Civil foi a primeira a dar ouvido aos moradores. O subsecretário Dinário Lemos e o prefeito Rui Palmeira (PSDB) foram a Brasília e convocaram técnicos dos dois órgãos do Ministério das Minas e Energia para estudar a situação. Autoridades e a população temiam um colapso (afundamento) repentino dos bairros.

Depois de dois meses de estudos, o Serviço Geológico do Brasil, em audiência pública, no prédio da Justiça Federal, divulgou um laudo conclusivo atestando que a maioria dos poços da Braskem estava desmoronando. A empresa, com base em laudos técnicos de sua própria equipe, criou teses, permaneceu negando e transferia a responsabilidade a falhas geológicas ou aos danos na rede de drenagem.

Por causa da pressão dos Ministérios Públicos Federal, Estadual e do Tribunal de Justiça de Alagoas, a indústria contratou estudos de empresas geológicas da Europa, Estados Unidos, do Brasil e constatou o que os técnicos federais sabiam. “Os poços estão com problemas e 15 deles apresentam falhas técnicas gravíssimas”, revelou o subsecretário de Defesa Civil, Dinário Lemos, que, por não ser geológico, preferiu não falar em “desmoronamento”. A Defesa Civil estadual participou também do treinamento da população da área mais afetada- o bairro do Pinheiro. Os moradores receberam orientações de técnicos para saírem imediatamente em caso de colapso ou outro acidente geológico mais grave. O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Moisés Melo, diz que sua equipe entrará em ação como força auxiliar da Coordenação Municipal.

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