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CASO PM: SEIS VÍTIMAS FORAM ESTUPRADAS PELO MESMO HOMEM
DNA do PM Josevildo Valentim dos Santos Júnior foi encontrado em uma das vítimas
Um caso inusitado chamou a atenção dos peritos do Laboratório de Genética Forense da Perícia Oficial do Estado de Alagoas, que realizaram os exames de DNA em materiais biológicos de 11 vítimas de estupro, cujo suspeito era o soldado da PM Josevildo Valentim dos Santos Júnior.
Dentre os exames realizados, foi constatado que seis vítimas haviam sido estupradas pelo mesmo homem, porém, divergente do perfil genético do policial.
Os casos aconteceram em Maceió - sendo dois no bairro da Garça Torta e dois em Ipioca -, além de outros dois em Rio Largo. Em todos esses casos, foi encontrado material masculino coincidente entre as vítimas.
“Em todos esses seis casos, identifiquei um perfil genético masculino idêntico, que, no entanto, não coincide com o perfil genético de Josevildo Valentim. Os resultados desses exames apontam que todos esses crimes foram cometidos pelo mesmo homem e essa informação será de extrema importância para o prosseguimento das investigações”, afirmou a chefe do laboratório, Rosana Coutinho.
Quanto aos demais casos examinados e que tiveram como vítimas uma mulher em Rio Largo, outra no município do Pilar e outras duas no bairro Forene, em Maceió, devido ao fato de o material biológico estar degradado, o resultado dos exames foi inconclusivo. Todos os laudos foram encaminhados para as delegacias que solicitaram os exames.
As amostras do DNA extraído encontram-se arquivadas no Laboratório de Genética para contraperícia, conforme prevê o Código de Processo Penal (CPP). O mesmo material também poderá ser utilizado para novos exames de confronto genético envolvendo o PM ou outros suspeitos de terem cometidos os seis estupros, que continuam sendo investigados pela polícia judiciária.
DNA É ACHADO EM UMA DAS VÍTIMAS
O Laboratório de Genética Forense concluiu ontem os exames de DNA em materiais biológicos de 11 vítimas de estupro, cujas suspeitas caem sobre Josevildo Valentim dos Santos Júnior. De acordo com o resultado, o exame encontrou material do militar nas amostras de material biológico da jovem Maria Aparecida Pereira, morta em outubro do ano passado. O confronto genético foi realizado para a identificação de vestígio biológico de crime sexual.
A chefe do laboratório, Rosana Coutinho, bióloga e doutora em Biotecnologia em Saúde, que foi responsável pelos exames, explicou que a unidade recebeu 12 solicitações de exames. Desse total, apenas um não foi realizado porque a vítima não compareceu ao Instituto Médico Legal (IML), no dia do ocorrido para realizar a coleta do material genético.
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Para a realização dos exames, foram enviados ao laboratório swabs coletados das mucosas vaginais e anais das vítimas, durante o exame de lesão corporal no IML. Esses materiais foram confrontados com material biológico da mucosa oral do suspeito Josevildo, que autorizou a coleta por meio de um “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido” (TCLE). Um dos laudos dos exames periciais foi referente ao caso da estudante Maria Aparecida Pereira, de 18 anos, que resultou na prisão do PM Josevildo, suspeito de estuprar e matar a jovem no bairro Pontal da Barra. “Ao realizar o estudo dos polimorfismos do DNA nuclear, este permitiu determinar o perfil genético das amostras questionadas coletadas da vítima e, com a amplificação de alelos do cromossomo Y (somente presente em material biológico masculino), constatou-se a coincidência com alelos verificados nos mesmos marcadores do perfil genético do suspeito Josevildo”, explicou a perita criminal.