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OAB cobra “condi��es humanas” para soldados PM

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FÁTIMA VASCONCELLOS O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL, advogado Narciso Fernandes, reuniu-se, ontem, com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, e o comandante do Bope, coronel Matias, reivindicando condições mais humanas de trabalho para o efetivo. Segundo o representante da OAB, os soldados dão um turno de 24 horas. Dessa forma, fazem as refeições no quartel, mas a qualidade da alimentação oferecida deixa a desejar. ?Recebi reclamações de que a comida é de má qualidade, a sopa e o pão servidos pela corporação não agradam à maioria dos militares. Como a polícia é uma instituição tradicionalmente pouco receptiva ao diálogo com a tropa, os soldados temem fazer reclamações. Muita gente come calada, mesmo sem gostar. Acredito que é simples resolver esse impasse, tendo em vista o benefício que vai gerar. Um efetivo satisfeito trabalha melhor. Não resta dúvida. É isso que solicitamos?, esclarece o advogado. Além do sabor, a qualidade e a quantidade da alimentação fornecida no quartel também são questionados pela tropa. O coronel Matias disse que o comando geral tem a melhor das intenções e vai apurar o que está, de fato, acontecendo com o cardápio servido à tropa. Ou, se for o caso, com a sopa, que é servida às sextas-feiras. ?Em princípio, acredito tratar-se de uma refeição nutritiva. Ninguém fez reclamação antes?, observou, lembrando que somente no Bope são cerca de 300 pessoas para alimentar quando em serviço. Os soldados denunciam que, quando o orçamento da PM sofre redução, o setor mais afetado é o responsável pela comida da frota, que limita quantidade e variedade da alimentação.

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