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Juiz aconselha empresas a investir em preven��o

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BLEINE OLIVEIRA Investir em prevenção é mais barato do que em reparação. Por isso, o empresário consciente sabe como é importante atender às normas de proteção à saúde de seus funcionários, até para manter zerado o passivo patológico da empresa. Na nova ordem econômica mundial, esse passivo (risco que pode obrigar ao pagamento de indenizações por doenças) também é analisado para se estabelecer o valor de um negócio. Esta é a orientação que o juiz Sebastião Geraldo de Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, dá ao empresariado brasileiro. Ele revela que a Justiça trabalhista já tem posições definidas em relação a indenizações por danos à saúde e morais nos casos de patologias que matam ou tornam o trabalhador inválido. É o caso da Lesão por Esforço Repetido (LER), até recentemente doença de difícil diagnóstico. Autor do livro ?Proteção Jurídica à Saúde do Trabalhador?, da editora LTR, o juiz Sebastião Oliveira participa, em Maceió, do IV Congresso Brasileiro de Direito do Trabalho e Processual, que prossegue, hoje, no Hotel Jatiúca. Segundo ele, no Brasil todos os dias dez pessoas morrem no trabalho e 45 se tornam inválidas permanentes. Os números colocam o País como quarto colocado no ranking mundial. Os três primeiros colocados são China, Estados Unidos e Rússia. O custo disso chega a R$ 20 bilhões anualmente. Essa realidade só pode mudar se os empresários adotarem uma nova postura em relação ao ambiente de trabalho que oferecem. O juiz diz também que os sindicatos, que sempre defenderam a monetarização do risco à saúde, têm que lutar pelo que de fato tem valor, ou seja, a vida. ?O grande desafio da Justiça, hoje, é tornar real o que já é legal?- acrescenta Sebastião Oliveira.

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