Cidades
PERÍCIA CONFIRMA QUE MENINO DANILO SOFREU VIOLÊNCIA SEXUAL
Segundo a polícia, garoto Danilo foi abusado sexualmente no dia do crime
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (28) pela equipe de investigação da Polícia Civil do caso do menino Danilo, foi confirmado que a criança foi abusada sexualmente no dia do crime. Corpo foi lavado na tentativa de despistar o abuso, o que fez com que não fosse possível coletar material genético do sêmen encontrado.
Segundo o perito Wellington Melo, a perícia realizada no corpo da criança detectou a presença de sêmen no ânus da criança, além de fissuras na região, atestando a violência sexual. “Não havia manchas de sangue, o que comprova que o corpo foi lavado. No dia do fato foram recolhidos materiais na oficina. Foram encontradas roupas de crianças nas duas oficinas do suspeito. No exame foi comprovado que o material coletado no ânus era sêmen”
Cerca de 60 pessoas foram ouvidas durante investigação, e o presidente da comissão que investiga o caso, Bruno Emílio, afirmou que contradições foram verificados nos depoimentos coletados, o que acabou apontando linha investigativa para os pais da criança.
“A análise do corpo foi verificado que a criança foi desovada em um beco a 250 metros da residência e a 60 da oficina. Ele estava com o corpo úmido e com a roupa trocada. Quando vimos as fotos, era visível que a criança havia sido espancada. Ouvindo os pais, no segundo dia após o crime, Verificamos incongruências nos depoimentos”, afirmou o presidente.
Ainda durante as investigações, o padrasto da criança acusou os delegados responsáveis da investigação de tortura, numa tentativa de atrapalhar as investigações, como afirmou Bruno Emílio. “Começaram a surgir denúncias, chamamos novamente os pais e no dia seguinte fomos pegos de surpresa com a denúncia de tortura. Como tínhamos certeza que não houve tortura tínhamos duas linhas: ou os pais tinham participado ou alguém estava ameaçando”, disse.
Na coletiva foi detalhada, ainda, a tentativa do suspeito de atrapalhar as investigações durante as buscas pelo corpo da criança. O delegado Eduardo Mero, afirmou que a atitude de despistar buscas foi feita para que fosse possível desovar o corpo.
“O José Roberto fez com o grupo de buscas se direcione para um lado oposto do bairro e, nesse momento, ele sozinho foi para a direção da oficina. Ele foi visto voltando sozinho, dando a entender que ele despistou as buscas para desovar o corpo no beco. Quem matou, ocultou esse corpo, sabia das buscas, despistou o grupo de buscas é meia-noite, a gente acredita que ele consegue jogar o corpo. Meia hora depois o corpo foi encontrado”, disse o delegado.