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Transplante: Hemoal faz exame de compatibilidade

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O laboratório de Histocompatibilidade do Hemocentro de Alagoas (Hemoal) já está realizando, definitivamente, todos os exames de compatibilidade entre doador e receptor, necessários ao procedimento de transplante renal. O serviço facilita a vida dos pacientes crônicos renais de Alagoas que estão na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes, reduz custos e agiliza os resultados dos exames que antes eram realizados na capital Pernambucana. Segundo Suzana de Aragão Brito, responsável técnica pelo laboratório, a prova cruzada (crossmatchc), considerada a melhor simulação invitro de um transplante ? foi realizada pela primeira vez no Estado, há três semanas, em um doador cadáver e em um doador vivo. ?O exame informa se haverá uma reação hiperaguda ao transplante, mostra se os possíveis receptores possuem anticorpos contra as células do doador e, com isso, oferece uma maior segurança quanto à aceitação do órgão a ser transplantado? explicou. Segurança Os exames foram feitos em paralelo com os laboratórios de Curitiba e Recife, e os resultados foram semelhantes. ?Isso nos oferece segurança e significa que os nossos reagentes estão funcionando bem?, revela a técnica. A prova cruzada é realizada com amostras de soro dos possíveis receptores, estocadas previamente no laboratório, e células do doador. Os dois rins do doador cadáver foram transplantados em dois pacientes, no Hospital Chama, em Arapiraca. Um homem de 40 anos e uma mulher de 45, receberam os órgãos. Conforme o médico nefrologista Indalécio Magalhães, ambos estavam em tratamento de diálise, há 12 anos, e na lista de espera, desde que ela foi criada. ?Os pacientes passam bem, ainda estão internados, mas a previsão é de que recebam alta hospitalar nesta próxima semana?, revela o médico. A cirurgia de transplante do rim do doador vivo transcorreu na última quinta-feira. O doador, irmão do paciente, tem 45 anos e o receptor, 23 anos. ?Foi uma cirurgia sem intercorrência e o paciente tem previsão de alta de sete a dez dias, após o ato cirúrgico?, informou Indalécio. As estatísticas mostram que em Alagoas surgem cerca de 200 novos casos de pacientes renais por ano. Pequena parte consegue fazer hemodiálise, uma das terapias substitutivas, mas a maioria dos pacientes morre sem acesso ao serviço.

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