Cidades
Anamatra � contra comiss�es de negocia��es pr�vias
BLEINE OLIVEIRA O presidente da Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas (Anamatra), Hugo Melo Cavalcanti Filho, manifestou, ontem, sua posição totalmente contrária à manutenção das comissões de negociações prévias. Para o juiz, que proferiu palestra no IV Congresso Brasileiro de Direito do Trabalho e Processual do Trabalho em Alagoas, essas comissões servem apenas para prejudicar os trabalhadores. Encerrado ontem, o congresso teve o juiz Hugo Melo Cavalcanti como um dos principais palestrantes. Uma platéia formada por juízes, advogados e estudantes de Direito de todo País assistiu, no Hotel Jatiúca, à dura manifestação do juiz do Tribunal Regional de Trabalho de Pernambuco, contra casos de abusos e fraudes em processos trabalhistas. Para Hugo Melo, as comissões, formadas por representações empresariais ou de natureza intersindical, atendem ao interesse do capital internacional cuja orientação é que os países endividados, como o Brasil, estabeleçam mecanismos de controle destinados a quebrar o monopólio constitucional da Justiça. ?O Brasil, como os demais países que devem ao capital externo, é refém dos organismos internacionais que querem flexibilizar as relações de trabalho?, disse o juiz pernambucano. Ele abordou ainda os limites do Judiciário trabalhista e a irrenunciabilidade dos direitos do trabalhador. Considerado um sucesso, o IV Congresso Brasileiro de Direito do Trabalho, que teve como tema ?Justiça do Trabalho e a nova ordem social?, foi encerrado com uma conferência sobre a relação de trabalho diante da globalização.