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VENDA DE MAÇUNIM SE RECUPERA MESMO COM CONTAMINAÇÃO

Vendedores dizem que procura pelo produto voltou ao nível anterior ao surgimento do óleo

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Maceió, 06 de fevereiro de 2020 
Queda‌ ‌na‌ ‌venda‌ ‌de‌ ‌Maçunim‌ ‌em Maceió. Alagoas - Brasil.
Foto: ©Ailton Cruz
Maceió, 06 de fevereiro de 2020 Queda‌ ‌na‌ ‌venda‌ ‌de‌ ‌Maçunim‌ ‌em Maceió. Alagoas - Brasil. Foto: ©Ailton Cruz | Foto: © Ailton Cruz

A força-tarefa composta por cientistas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) divulgou o resultado de uma pesquisa de amostras de pescado coletados em dezembro de 2019. Nas amostras, o maçunim apareceu como impróprio para consumo devido aos traços do óleo. Contudo, a situação não afetou os pescadores alagoanos, que dizem estarem se recuperando da fase ruim e vendendo seu produto como de costume, uma vez que não possui mais óleo algum.

Apesar dos resultados mostrados pelos pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a situação não está ruim para os pescadores de Alagoas, que dizem estar vendendo o mesmo de sempre, como é o caso de Rubens Santos, que diz que se houve queda na chegada de maçunim é devido à temporada, e não ao óleo que atingiu as praias do litoral nordestino. “Faço questão de reforçar que a fase ruim já acabou, não temos pescado algum com óleo ou contaminado. O que está acontecendo é nada mais que a fase de reprodução do maçunim, onde a pesca deles diminui, só isso”, contou Rubens Santos

“Nossas vendas caíram nos 3 meses de ápice do óleo, que foram os meses de outubro, novembro e dezembro, nesse período realmente houve uma diminuição nas nossas vendas. As pessoas tinham medo de comprar e como tal os pescadores não pescavam, levando a gente a não ter o que vender. O que está acontecendo agora é que temos pouco para vender por conta da temporada, mas ainda temos clientes vindo comprar normalmente”, disse Rubens Santos.

Os consumidores que compram o maçunim na balança de peixes do bairro da Ponta Verde não questionam mais sobre o óleo, segundo os vendedores. “Tanto a situação está normal que ninguém pergunta mais sobre isso. Aqui na balança eu tenho poucos para vender sim porque esse mês pescaram pouco e por consequência nos trouxeram poucos, até no Mercado da Produção estão vendendo pouco, mas tudo em decorrência da época e não de óleo ou de contaminação” contou Adenaide Alves.

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“Se pudermos citar um problema é que o maçunim sumiu devido a época, então aconteceu o que acontece quando qualquer espécie some, que é o aumento no seu valor. Se tem pouco para vender o preço aumenta. Estávamos vendendo o kg por R$12,00, e agora ele está saindo por R$25,00 o kg, então os consumidores deixam um pouco de comprar e nós paramos de comprar para vender”, explicou Adenaide Alves, que completou: “não tem nada a ver com óleo, pode deixar isso claro.”

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