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Ambulantes inviabilizam lazer em espa�o da orla aos domingos

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Os carrinhos de vendedores ambulantes de CD?s piratas estão afastando, gradualmente, as famílias do único espaço de lazer na principal via da orla marítima de Maceió, aos domingos. Na competição para conquistar o consumidor, esses ambulantes - que aparecem aos montes no local -, colocam os potentes sons dos carrinhos, que mais parecem trios elétricos, para tocar ao longo da orla, sem nenhum limite de altura, o que gera, segundo os freqüentadores da orla, uma poluição sonora insuportável capaz, inclusive, de inviabilizar qualquer tipo de conversa entre as pessoas que procuram o espaço para descontrair, colocar a conversa em dia, apreciar a beleza da praia e saborear os petiscos e bebidas, em paz. A poluição sonora provocada por esses ambulantes é tanta que impossibilita as pessoas de ouvir as músicas executadas pela banda da Polícia Militar, um diferencial de bom gosto no espaço e que atrai dezenas de casais, principalmente da terceira idade. Segundo os banhistas, se a Prefeitura não ordenar a presença desses ambulantes ou fizer um trabalho educativo, onde sejam mostradas alternativas para atrair o público consumidor (que não agrida a audição das pessoas), em breve eles próprios perderão um espaço para negociar os produtos. No último domingo, por exemplo, o som da banda da PM de Arapiraca só era ouvido por quem conseguiu ficar ao redor da barraca-palco. Eram tantos os vendedores de CD?s piratas que às 13 horas a maioria das famílias já havia deixado o local, provavelmente, para buscar lazer em outro local mais tranqüilo. Além disso, os freqüentadores da orla afirmam que é preciso que se faça um trabalho de conscientização com os ciclistas que passam pela área isolada da orla. ?Eles cruzam a pista em alta velocidade, ameaçando atropelar crianças que brincam inocentemente na rua, idosos que passeiam com netos, adolescentes que patinam, que levam bichinhos de estimação para caminhadas, num dos espaços mais democráticos da cidade, mas que precisa de ordem, para evitar que se transforme numa baderna?, reclamou uma dona de casa, freqüentadora assídua do local, e que não quis se identificar.

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