loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Greve dos servidores paralisa a��es na sa�de

Ouvir
Compartilhar

FÁTIMA ALMEIDA E BLEINE OLIVEIRA A saúde está em greve. Os servidores de níveis elementar, médio e superior não aceitaram a proposta do governo em relação à tabela de progressão do Plano de Cargos e Carreira e decidiram, em assembléia realizada ontem pela manhã, deflagrar o movimento imediatamente. O indicativo de greve estava aprovado desde a semana passada e a paralisação seria iniciada na segunda-feira, mas a reunião com o governo do Estado, no final da manhã, acabou restringindo a mobilização à presença de carros de som em alguns locais de trabalho, e adiando para ontem a posição definitiva da categoria. A proposta do governo transforma os salários atuais em subsídios-base para as categorias, no Plano de Cargos e Carreira que seria implantado imediatamente, após a aprovação da Assembléia Legislativa, e define o mês de junho como data-base para futuras negociações. Até aí houve concordância dos servidores, mas os índices de 2% de progressão para cada classe, de acordo com o tempo de serviço, e o fato de que esses índices só seriam implantados a partir de janeiro não agradaram os profissionais, que rejeitaram a proposta. ?As categorias consideraram o índice muito pequeno, ainda mais da forma como seria aplicado: 2% em janeiro de 2004 para a classe B (de 10 a 15 anos de serviço); 2% em março para a classe C (15 a 25 anos), concluindo essa escala em maio, com mais 2% para a classe D (acima de 25 anos de carreira)?, observa Débora Matos, presidenta do Sindicato dos Assistentes Sociais. Segundo ela, esta semana será de mobilização por uma proposta mais avançada, mas será garantida a manutenção de 30% dos serviços na Unidade de Emergência. Na próxima terça-feira, às 9 horas, haverá nova assembléia de avaliação, na Escola de Ciências Médicas. Negociação O secretário-executivo de Saúde, Álvaro Machado, lamentou que os servidores tenham decidido cruzar os braços, mas disse textualmente que o governo não negocia enquanto a categoria estiver em greve. ?A decisão de parar nos surpreende, pois estávamos em um amplo processo de negociação?- argumenta o secretário. Para ele, a paralisação na área da Saúde tem a população como maior prejudicada, principalmente no setor de urgência e emergência. Neste segmento, avalia o secretário, os danos são incalculáveis. Álvaro Machado entende que a greve é um instrumento de luta, mas avalia que ela só pode ser utilizada quando a outra parte se recusa a negociar. ?Não é o caso, havia muito espaço para discutirmos soluções que o governo possa cumprir?- disse o secretário. Ele lembrou pontos importantes que foram acertados nas reuniões mantidas pelas lideranças dos servidores com o governador em exercício, Luís Abílio de Sousa. Álvaro cita entre esses a definição do Plano de Cargos e Carreira, que definiu como ?uma conquista histórica do servidor da saúde?, o reajuste de até 6%, e a garantia de salário igual aos demais servidores para aqueles recém-nomeados. Isso vai, inclusive, assegurar o funcionamento nos próximos 30 dias, da Unidade de Emergência do Agreste. ?As lideranças não podem pensar apenas na questão salarial, mas também nos ganhos que essa proposta representa?- afirmou o secretário de Saúde. Ele pediu aos servidores que repensem a decisão e voltem ao trabalho, para que o governo continue discutindo as reivindicações da categoria.

Relacionadas