Cidades
Especialistas discutem em AL elimina��o da filariose
FÁBIA ASSUMPÇÃO Cerca de 90 técnicos do Brasil e de mais seis países da América Latina participam, em Maceió, da Reunião Anual dos Coordenadores do Programa de Eliminação da Filariose, promovido pela Organizações Mundial e Pan-Americana de Saúde (OMS/OPAS). A reunião está sendo realizada no Hotel Jatiúca e se encerra no sábado, quando acontece um encontro fechado dos chefes de cada país. A coordenadora da reunião, Maria Tereza Vilela, explicou que a reunião acontece anualmente num país onde há a incidência da filariose linfática. O objetivo é fazer uma avaliação das ações promovidas para eliminação da doença e traçar um plano para o próximo ano. Nas Américas, a doença é endêmica no Brasil, República Dominicana, Haiti, Guiana Francesa, Cuba e Costa Rica. No Brasil, a filariose linfática está concentrada nas cidades de Recife (PE), Belém (PA) e em Maceió. ?Em Maceió, a doença se concentra nos bairros do Vale do Reginaldo?, observa Tereza. Ela salienta que o programa de eliminação da filariose em Maceió, coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, vem sendo considerado modelo porque apresenta um integração entre professores e alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e agentes de saúde, situação que não é encontrada em outros países. A coordenadora do Programa de Eliminação da Filariose em Maceió, Audiney Loureiro, explicou que a integralidade das ações e o trabalho conjunto de várias instituições vem dando bons resultados para a eliminação da doença no município. Em 1992, o índice de infecção era 5,8% e em 2003 está em torno de 0,3%. Segundo Audiney, para que Maceió receba o certificado da OMS de eliminação da doença esse índice precisa estar abaixo de 0,1%. A meta é atingir o índice para o certificado de eliminação da doença até 2005. A área de risco da doença envolve 60 mil moradores da região do Vale do Reginaldo. No ano passado, foram identificadas apenas 13 pessoas infectadas. Audiney explica que o trabalho para eliminação da doença está centrado em dois pilares: controle da transmissão - realizado pela Ufal ? e controle da morbidade. ?Hoje, Maceió já conta com unidades de referência para tratamento da filariose, o Posto de Saúde do Feitosa e os hospitais Sanatório e Universitário, este último para tratamento cirúrgico?.