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Governo apresentar� plano para combater viol�ncia no campo

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ANA MÁRCIA O ouvidor nacional do Incra e presidente da Comissão Especial de Combate à Violência no Campo, Gercino José da Silva Filho, veio para Alagoas em caráter de urgência, mesmo estando com viagem agendada para o Mato Grosso do Sul, para tentar encontrar uma solução ao impasse criado na Fazenda Flor do Bosque, no município de Messias. O clima na região ficou tenso, quando houve a tentativa de cumprimento de um mandado de reintegração de posse da terra e destruição de lavouras plantadas por 107 famílias ligadas à Comissão Pastoral da Terra (CPT), hoje abrigadas às margens da BR-101, mas cultivando uma área de 11 hectares na fazenda. Os trabalhadores plantaram feijão, milho e mandioca, de onde colhem a subsistência, mesmo acampados à beira da estrada, e resistiram à ação da Polícia Militar para cumprir a ordem judicial. Gercino Filho garantiu que sua prioridade é prevenir e encontrar soluções para os conflitos agrários. É com este objetivo que faz uma radiografia da situação em todo o País, realizando audiências públicas em todos os estados. A audiência pública de Alagoas está prevista para o dia 12. ?Estamos preparando um Plano Nacional de Combate à Violência no Campo, que será apresentado ao governo por uma comissão formada por 22 membros, de vários ministérios e órgãos governamentais e não-governamentais, criada pelo presidente Lula?, afirmou Gercino, ao enfatizar sua disposição de combater qualquer tipo de ilegalidade, seja por parte de fazendeiros ou movimentos sociais. O estado democrático de direito é o objetivo maior, afirmou Gercino, ao ressaltar que condena saques, interdição de estradas ou quaisquer outras ações consideradas abusivas. Ele atribui o elevado número de conflitos no País ao fato de os movimentos sociais que defendem a reforma agrária terem elegido 2003 como um ano de protestos contra o latifúndio, os grandes devedores de imóveis rurais e os grileiros.

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