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Jornada prop�e cria��o de curso de engenharia de pesca

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FÁTIMA ALMEIDA A criação de um curso de engenharia de pesca na Universidade Federal de Alagoas e a implantação de cursos de pesca (nível médio) nas escolas técnicas existentes no Estado são algumas das sugestões discutidas por pescadores, aqüicultores e governo e outras instituições na 1a Conferência Estadual de Aqüicultura e Pesca, encerrada, ontem, no Ginásio do Sesi, no Trapiche. As propostas aprovadas na plenária final serão levadas pela delegação alagoana (cerca de 250 pessoas) que participará, de 25 a 27 deste mês, em Brasília, da conferência nacional do setor. De acordo com o chefe do escritório da Secretaria Nacional de Aqüicultura e Pesca em Alagoas, Paulo Nunes, a avaliação do evento é muito positiva. ?Não havia o hábito da discussão ordenada dos problemas do setor, envolvendo todas as partes interessadas. Pescadores, aqüicultores e todos os participantes puderam dizer o que quiseram, na sua linguagem, e iniciar, junto com o governo, a construção de uma nova política para o setor. Ele explicou que a conferência nacional vai servir de subsídio para a política estratégica da secretaria para o próximo ano. Segundo Paulo Nunes, a aqüicultura e a pesca é mais organizada, em Alagoas, na região do Baixo São Francisco, onde já existem cooperativas, associações e câmara setorial, que envolve produção, beneficiamento e comercialização da pesca. Organização ?É esse nível de organização que o governo pretende para todas as regiões com potencial para a pesca e a aqüicultura, promovendo uma organização social capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor, envolvendo economia familiar e geral, alimentação, inclusão social, preocupação ambiental, entre outras coisas?, diz ele. Na opinião do professor de Ecologia da Ufal, Fábio Castelo Branco, que integra também o setor de aqüicultura do Instituto Xingó, o evento teve um saldo social muito bom, apontando um novo tempo para o pescador e o aqüicultor alagoano. ?É uma oportunidade inédita de discutir propostas para o setor, ouvindo os problemas de quem os vive e discutindo saídas junto com eles?, concluiu.

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