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Filariose pode ser eliminada no Reginaldo

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Técnicos de vários países que participam da IV Reunião Regional dos Programas de Eliminação da Filariose Linfática nas Américas fizeram uma visita, ontem de manhã, à favela do Vale do Reginaldo. A área tinha um dos maiores índices de infecção pelo verme da filariose, mas graças ao trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a doença está perto de ser eliminada. Os moradores do Vale do Reginaldo recepcionaram os visitantes com muita festa. Os técnicos estrangeiros ficaram impressionados com o trabalho desenvolvido na área para o combate à filariose, uma das mais pobres de Maceió. O assessor técnico do Programa de Eliminação da Filariose, Gilberto Fontes ? professor de Parasitologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ? explicou que há sete anos 5,8% dos moradores do Vale do Reginaldo estavam contaminados por filariose. Graças ao trabalho integrado, realizado entre a Secretaria Municipal de Saúde e a universidade, esse índice se reduziu para 0,3%. Os bons resultados obtidos para eliminação da filariose em Maceió acabaram servindo de modelo para outros países. A Reunião Regional dos Programas de Eliminação da Filariose Linfática é organizada todos os anos pela Organização Mundial de Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde (OMS/OPAS). O objetivo é fazer uma avaliação desenvolvida em cada país para eliminar a doença e traçar os planos para mais um ano de ação. Hoje, o encontro será encerrado com uma reunião fechada com 20 técnicos para discussão de financiamentos para ações de combate à doença. A meta é eliminar a doença em todo o mundo, até 2020. Em Maceió, a meta é ainda mais ousada: até 2005.

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