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“As mulheres t�m inveja”, reage travesti

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Ele se identifica apenas por Roseli. Diz ter 35 anos e ser ex-bancário em Maceió. Costuma freqüentar o calçadão da Praia da Avenida da Paz onde a vida caminha lentamente e sem futuro. Diz que as mulheres têm tido o seu espaço respeitado. O que ocorre, na verdade, é que muitas delas são feias e não atraem os homens. As bichas procuram se produzir e acabam atraindo os machões. ?Tudo é uma questão de inveja. E tem mais, ninguém está invadindo o espaço delas?, garante Roseli, que disse não ser filiado ao Grupo Gay de Alagoas por ser uma pessoa independente e não gostar de aparecer. Ritinha, como gosta de ser chamada, rebate as denúncias e diz que o mundo hoje respeita e reconhece o espaço dos travestis em todos os segmentos da sociedade organizada. Explica que esta briga é velha e tem suas razões. ?A bem da verdade e sem frescura estas mulheres não estão com nada. Passam a noite toda para faturar um homem. Enquanto que as bichas faturam barbaridade e isto naturalmente incomoda as frustradas?, ressalva Ritinha, que gosta de lugares abertos como calçadões na Praia do Sobral. Cinara tem 40 anos e reside em um hotel no bairro de Ponta da Terra. Durante o dia é apenas o professor de Artes Linhares. Revela que foi casado e tem um filho que reside com a ex-mulher em Palmeira dos Índios, onde é de família nobre. É freqüentador da noite e tem sua opinião formada sobre a denuncia de que os travestis estão prejudicando os trabalhos das mulheres. ?É muito simples. A atual safra que anda na noite pelas praias e bares não está com nada. Muitas vezes tem que pedir o dinheiro da passagem para as bichas para voltar para casa. Então, resolve desabafar em cima dos travestis?, relata Cinara.

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