Cidades
BB financiar� obras para o Fome Zero no Estado
Algumas comunidades assistidas pelo Projeto Fome Zero em Alagoas devem se integrar, a partir deste mês, à rede de solidariedade para projetos de geração de renda e emprego. É o que ficou acertado, ontem, numa reunião realizada no Banco do Brasil (BB), com o representante nacional do BB no Fome Zero, Carlos Neto, e diversas instituições e secretarias de Estado envolvidas com o programa em Alagoas. Entre elas, Secretaria de Trabalho, Ação Social, Correios, Pastoral da Criança, Projeto Cáritas e Sebrae. De acordo com José Carlos, o BB vai financiar, a fundo perdido, a construção de 73 cisternas na zona rural do agreste alagoano, além de construir cinco fábricas de multimistura e incentivar a caprinocultura. Inicialmente os recursos para o projeto de criação de cabras vão contemplar 60 famílias, mas posteriormente o projeto vai atender 9.750 famílias assistidas pelo Fome Zero. Na reunião, as lideranças definiram as áreas prioritárias para os investimentos iniciais do BB e as fábricas de multimistura, por exemplo, serão construídas em Maceió (duas), para atender 60 mil crianças; uma em Atalaia, que registra o terceiro maior índice de desnutrição, e outra em Olivença. As demais cidades contempladas serão definidas numa segunda etapa. ?Até outubro o BB vai investir R$ 35 mil com as fábricas de multimistura?, afirmou José Carlos. Ele acrescentou que as cisternas (373) serão construídas em parceria com a Articulação do Semi-Árido e recursos da Federação dos Bancos (Febraban). Já no que diz respeito aos projetos de incentivo à geração de renda, o BB entra com financiamento e o Sebrae com consultoria técnica. A secretária Genilda Leão explicou que essas ações estavam sendo planejadas desde o início porque o Projeto Fome Zero não se limita a suprir a fome imediata de alimento, tem uma visão macro. ?Envolve oferta das condições de trabalho, desde as ferramentas de produção à capacitação técnica para que o povo saiba produzir seu sustento?, frisou, lembrando que todas as etapas do projeto são discutidas e acompanhadas por representantes da sociedade civil e Ministério Público, entre outros órgãos.