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Nº 5716
Cidades

Vereador reclama da falta de disciplinamento

O vereador Judson Cabral, que esta semana está provocando uma sessão, na Câmara Municipal de Maceió, sobre poluição visual na cidade, acusa a prefeitura de ser negligente com o disciplinamento da publicidade por outdoor. “O Código de Postura disciplina

Por | Edição do dia 24/03/2002 - Matéria atualizada em 24/03/2002 às 00h00

O vereador Judson Cabral, que esta semana está provocando uma sessão, na Câmara Municipal de Maceió, sobre poluição visual na cidade, acusa a prefeitura de ser negligente com o disciplinamento da publicidade por outdoor. “O Código de Postura disciplina o uso do outdoor, mas pelo que se vê, não está sendo cumprido. Deve ser respeitado o critério de acuidade visual. Independentemente da legislação, qualquer pessoa reconhece que a quantidade desse instrumento publicitário está demais”, criticou. De acordo com o parlamentar, que é engenheiro com experiência na área urbanística, além do excesso de outdoor, a instalação abusiva de torres de rádio, principalmente, é outro agravante para a harmonia estética da cidade. “É preciso discutir a questão e exigir o ordenamento, do contrário a poluição visual não só comprometerá a beleza urbana mas a saúde das pessoas. Do ponto de vista da arrecadação, para a prefeitura, entra muito pouco”. Segundo informações de Judson Cabral, no ano passado entraram nos cofres do município apenas R$ 2.300 com outdoors, apesar da sobrecarga. “O custo/benefício não compensa e acreditamos que está havendo gratuidade porque não é possível uma receita ínfima dessa, quando temos uma quantidade enorme de outdoors”, reclama o vereador. Atendimento O professor de marketing da Faculdade de Alagoas (FAL), Alexandre Sampaio, também diretor de atendimento da Agência de Publicidade 666, reconhece que o outdoor dá bom resultado, mas se torna inócuo quando usado de forma abusiva. “Se o cliente coloca um outdoor no meio de oito, por exemplo, a mensagem fica comprometida. É melhor não fazer. Será preciso investir mais, recorrendo ao aplique, mecanismo usado para permitir destaque diferenciado ao outdoor. A situação está num ponto que é necessário instalar 30 outdoors para ter o efeito que antes era conseguido com dez. São mais de 500 outdoors na cidade. Uma verdadeira saturação. Isto é ruim para todos: agência de publicidade, empresa do outdoor, anunciante e consumidores em geral. A prefeitura deve dar um basta! Maceió realmente tem muitos corredores interessantes, para exploração da comunicação visual, mas da forma desordenada como estão sendo ocupados, gera efeito negativo. Todos perdem com o problema. É lamentável porque há pesquisas mostrando que a mídia de rua, como post-door, out-bus, placas de sinalização e outdoor têm maior índice de lembrança do que TV e jornal, por exemplo. Infelizmente para colher o bom resultado, é imprescindível o respeito ao princípio da acuidade visual”, frisou Alexandre. Para o arquiteto Roberto Farias, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Cesmac, o parâmetro de ocupação do espaço urbano por outdoor é o bom senso. “Mesmo não havendo uma distância mínima definida por lei, é fundamental observar a área e conferir se a quantidade de elementos presentes está saturando a informação, agredindo a vista das pessoas. É preciso manter um zelo pela estética da cidade, primando pela harmonia. Quem sai de casa muitas vezes quer arejar a mente. O efeito psicológico de alguém, por exemplo, que faz cooper e se choca com o excesso de publicidade, pode ser desmotivador. Se a pessoa fica desmotivada, não compra. A tendência é encarar o outdoor como lixo visual”, observa Farias.

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