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M�dicos em estado de greve podem parar Sa�de

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Os médicos da rede pública estadual entraram em estado de greve e podem suspender o atendimento nos ambulatórios e na Unidade de Emergência na próxima sexta-feira. A decisão sobre a greve geral será tomada em assembléia que a categoria realiza nesta quinta-feira, na sede do sindicato, a partir das 19 horas. ?A situação está insustentável. Chegamos a 13 anos sem qualquer ganho salarial?, reclama a presidenta do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Edilma Albuquerque. Até a data da assembléia, a direção da entidade vai percorrer os ambulatórios e hospitais da rede pública, inclusive o pronto-socorro, para mobilizar os profissionais. A presidenta revela que vai procurar os líderes comunitários dos bairros onde estão localizados os ambulatórios para mostrar que os médicos não querem, com a greve, trazer prejuízos à população. ?Mas é preciso que compreendam como a situação do profissional está difícil?, afirmou ela, acrescentando que um médico que trabalha 20 horas está recebendo salário de R$ 820,00. Para Edilma Albuquerque, o valor é insuficiente não apenas para atender às necessidades básicas, mas principalmente para que o médico invista em reciclagem. Na última assembléia, a categoria cobrou ações mais duras do sindicato na negociação com o governo, demonstrando que é crescente o nível de insatisfação com os baixos salários. ?Lamentamos que o governo não tenha apresentado qualquer proposta para a nossa classe. Esperamos que até a próxima assembléia isso possa ocorrer, para evitar a deflagração da greve geral?, argumenta a presidenta do Sinmed. A dirigente sindical afirma que a greve não favorece ninguém, mas deixa claro que a categoria, que quer salário diferenciado em relação aos demais servidores da Saúde, não tem como evitá-la diante da crise salarial que atravessa. ?Já esperamos muito por uma proposta capaz de garantir ao profissional médico salários dignos. Se nada for apresentado, a categoria decidirá o caminho a seguir?, completa Edilma. Negociação O secretário estadual de Saúde, Álvaro Machado, declarou que as negociações entre o governo e a categoria médica continuam abertas. ?Todas as discussões salariais estão sendo feitas em conjunto com a Secretaria de Administração. Entendemos a posição dos médicos, mas é preciso que nesse momento todos tenham um pouco mais de paciência?, frisou Álvaro Machado. O secretário acredita que os profissionais médicos vão agir de forma sensata e não decretar a paralisação na próxima sexta-feira. ?Com a suspensão do atendimento nos ambulatórios e na Unidade de Emergência a população é a única prejudicada. Espero que a situação não chegue a esse ponto?, ressaltou Álvaro Machado.

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