loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Feira da Reforma Agr�ria atrai consumidor � faculdade

Ouvir
Compartilhar

BLEINE OLIVEIRA Prossegue até amanhã à tarde a 4ª Feira da Reforma Agrária, evento realizado anualmente pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Maceió. O objetivo é divulgar os resultados do trabalho nos assentamentos e, naturalmente, envolver a população urbana na luta em favor da reforma agrária. ?A receptividade este ano está acima do que esperávamos?, diz José Carlos da Silva, um dos coordenadores da feira, que reúne dezenas de pequenos produtores dos vários assentamentos do MST. Entre eles estão também sem-terra ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT), outra entidade que atua em Alagoas. As barracas de lona onde são vendidos produtos como banana, laranja, inhame, macaxeira, batata doce, mamão, farinha, amendoim, beiju, milho verde, cana caiana, feijão de corda e outros estão montadas na Praça da Faculdade, no bairro do Prado. As vendas foram iniciadas na tarde de terça-feira. ?O movimento é grande, vem gente de toda a cidade comprar nossos produtos?, alegra-se José Carlos. Muitos são atraídos pelos preços, outros para conhecer e ajudar o movimento. ?Muitos vêm comprar por ideologia, pra ajudar porque entendem a necessidade da reforma agrária?, acrescenta o coordenador da feira. Segundo ele, como não têm atravessadores, os produtos podem ser vendidos a preços mais baixos que os praticados nas feiras livres e no mercado público de Maceió. A coordenação do MST elaborou uma tabela de preços que é respeitada por todos os comerciantes. O quilo de batata doce e de macaxeira custa menos de R$ 0,35. Na feira da Reforma Agrária é possível comprar inhame por R$ 1,00 o quilo, mamão por R$ R$ 0,80, amendoim por R$ 1,00 o litro, vassoura e abanador por R$ 1,00 e coco verde por R$ 0,35. ?Nosso interesse é mostrar o que produzimos, mas principalmente que a luta pela reforma agrária é justa?, repete José Carlos da Silva. A comerciante Joelma Santos Silva fez compras, ontem, na feira dos sem-terra e diz ter gostado. Ela só não viu diferença grande em relação aos preços. ?Estão quase iguais aos do mercado?, afirma Joelma. Entretanto, faz uma ressalva quanto à qualidade dos produtos. Em sua avaliação, são produtos muitos bons e que valem por serem cultivados de forma a garantir qualidade. Estão sendo comercializados produtos agrícolas produzidos nas quatros regiões do Estado, onde o MST tem assentamentos. Há produção de Maragogi, Arapiraca, Atalaia, Joaquim Gomes, Murici e Branquinha. ?A maior parte vem da Zona da Mata?, explica José Carlos. A feira termina amanhã, com um ato público em defesa da reforma agrária e contra a violência no campo. Segundo José Roberto da Silva, coordenador nacional do MST, cerca de 2 mil trabalhadores participarão do ato que começa pela manhã, na Praça dos Martírios, e segue à tarde, na Praça da Faculdade, com ato solene de encerramento da feira.

Relacionadas