Cidades
MP abre inqu�rito para apurar fraude do leite
FÁTIMA VASCONCELLOS Por determinação dos promotores George Sarmento e Maurício Pitta, a Promotoria de Justiça Coletiva Especializa de Defesa da Saúde vai apurar, mediante inquérito, as denúncias de fraude no leite da merenda escolar em Alagoas. Eles alegam que se trata da promotoria competente para a referida matéria e reconhecem haver indícios de veracidade nas denúncias, merecendo devida apuração, dado o agravante do risco à saúde dos consumidores. Consta que o leite servido pelas escolas da rede estadual tem teor de água acima do normal, bem como de gordura e apresenta acidez abaixo do necessário. Além disso, coliformes fecais quatro vezes acima do tolerado pela Organização Mundial de Saúde. A fraude foi descoberta por meio de análise realizada em amostras do leite, pelo Laboratório Central. O leite é fornecido por diversas empresas que integram a Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), presidida por Ricardo Barbosa, mas ele enfatizou, desde o início, que é favorável à investigação para que as empresas responsáveis pela fraude sejam penalizados pela irregularidade. O leite foi recolhido e uma análise minuciosa em amostras do produto procedente de cada empresa fornecedora dará, no final, atestado de quantas e quais delas vinham praticando a fraude. Por enquanto já foram excluídas do programa do leite três associadas da CPLA, os laticínios Campo Verde, Gaby Ltda. e Serra Verde. Os promotores George Sarmento e Maurício Pitta entendem que a conduta dos fornecedores constitui crime contra a administração pública e contra a saúde pública. Como o fato inicial ocorreu na cidade de Arapiraca, os autos foram encaminhados para a comarca local. Cerca de sete mil alunos da rede estadual estão sem leite, até que o caso seja apurado e haja definição de novos fornecedores e segurança quanto à qualidade do produto