Cidades
Greve paralisa �rea operacional do Correios
ANA MÁRCIA A greve dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em Alagoas paralisou, sobretudo a área operacional. Segundo dados apresentados pelo Sindicato dos Trabalhadores da ECT em Alagoas (Sintect/AL), a paralisação teve uma adesão de 95% na área de distribuição, que inclui triagem, conferência, encaminhamento e reencaminhamento de correspondências. ?Todas as agências com maior movimentação, a exemplo do Centro e Tabuleiro, estão com as atividades paralisadas na área operacional?, disse o diretor sindical, Valdemar Januário, ao confirmar que 80% do pessoal de Arapiraca aderiu à greve. O Estado dispõe de 985 funcionários dos Correios, mas o setor administrativo não teve maior adesão à greve, motivada pela reivindicação de reajuste salarial de 69,23%, que compreende as perdas salariais desde 1994 e mais 10% de aumento real. A assessoria de Comunicação da empresa em Alagoas informou que, em função das negociações em Brasília, junto à Federação Nacional dos Trabalhadores na ECT, a expectativa é que o movimento seja logo encerrado, mediante a apresentação de uma nova contraproposta aos trabalhadores. A decisão de paralisar as atividades nos Correios foi tomada em nível nacional, após a apresentação de contraproposta, pela direção nacional da ECT, de apenas 4% de reajuste salarial. Os funcionários querem ainda aumento do piso salarial de carteiro iniciante, hoje estabelecido em R$ 395,00. A empresa propõe passar para R$ 476,68, mas os representantes da categoria chegam a pedir um piso de R$ 1.500,00 Outro ponto inserido na pauta de reivindicações é o aumento do valor do tíquete-refeição, de R$ 10,50 para R$ 18,00, enquanto a ECT oferece R$ 11,00.