Cidades
Morador de favela resiste � urbaniza��o da orla lagunar
FÁBIA ASSUMPÇÃO O projeto de urbanização da orla lagunar pretende transformar a paisagem de uma das áreas mais pobres de Maceió. Orçado em R$ 6 milhões, o projeto está sendo executado por meio de uma parceria entre os governos municipal, estadual e federal. Parte das obras de urbanização já foi executada como a construção de um novo calçadão e uma ciclovia. Só que para que o projeto prossiga, a Prefeitura terá que superar um grave problema social: a transferência das famílias que moram na favela Sururu do Capote, às margens da Lagoa Mundaú. A proposta do município é construir 1.300 casas na região do Tabuleiro, apenas os pescadores continuarão morando próximo da lagoa, em um conjunto residencial construído na Rua Cabo Reis. Em entrevista à TV Pajuçara, o secretário municipal de Habitação, Claudionor Araújo, explicou que o município pretende desenvolver um projeto social, por pelo menos dois anos, com as famílias que serão transferidas. Mesmo assim, a maioria dos moradores da favela resiste à idéia de ser transferida para o Tabuleiro, alegando que longe da lagoa não terá como sobreviver e sustentar suas famílias. O projeto de urbanização da orla lagunar é transformar a área num novo atrativo turístico da cidade. O projeto prevê a construção de estacionamento para embarcações, áreas de lazer, para prática desportiva e preservação ambiental. Hoje, a situação da área que margeia a lagoa pode ser classificada como calamitosa. Não existe saneamento básico. Os dejetos e lixo são jogados na Lagoa. Na favela a maioria dos moradores sobrevive da pesca ou da catação de sururu. A sujeira toma conta do lugar e não existe água tratada. A energia da maioria dos barracos vem de ligações clandestinas à rede da Ceal.