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ANA MÁRCIA Alagoas prepara um documento básico com as questões ambientais mais importantes para ser apresentado durante a Conferência Nacional do Meio Ambiente, no fim de novembro, em Brasília. A transposição do Rio São Francisco é um dos assuntos mais polêmicos a serem tratados pelos estados interessados, dentro dos temas da conferência, que engloba recursos hídricos, mudanças climáticas, biodiversidade, infra-estrutura, agricultura, pesca, pecuária e fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente. O coordenador-executivo do evento, Eugênio Spengler, e a assessora Raquel Henkin, técnicos do Ministério do Meio Ambiente, estiveram, ontem, em Alagoas, para orientar tecnicamente a pré-conferência estadual, um pré-requisito para o evento nacional, que se realiza de 17 a 19 de outubro, no Campus da Ufal. Segundo informações de Raquel Henkin, um dos maiores problemas para o fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente é o fato de mais de 90% dos municípios não disporem de órgão de gestão ambiental. ?Há organismos federais, como o Ibama, e órgãos estaduais estruturados e funcionando, mas nos municípios onde ocorrem os problemas, falta uma estruturação física e financeira?, explicou Raquel. Consórcios A falta de estrutura atinge, sobretudo, os municípios com até 15 mil habitantes. Uma alternativa que será discutida durante a Conferência Nacional é a criação de consórcios para viabilizar a gestão desses órgãos ambientais. ?Os 27 estados vão eleger delegados e levantar propostas sobre meio ambiente, seguindo suas diferenças regionais?, falou, lembrando que a Conferência Nacional tem poder deliberativo que pode resultar em projetos e mudanças importantes à política ambiental do País.

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