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Classe m�dia alta investe em seguran�a pessoal

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RÓDIO NOGUEIRA Políticos, empresários, executivos, hoteleiros, usineiros, gerentes de banco, juízes, desembargadores e até delegados de Polícia estão investindo alto na segurança pessoal, familiar a patrimonial. A preocupação está ligada à onda de seqüestro, assalto e homicídio registrada quase que diariamente em Maceió e importantes cidades alagoanas. Na busca pela segurança, vale-tudo. Mas custa cara. É preciso se cercar de porteiro eletrônico, sistema de circuito fechado, cerca eletrificada, cão de raça e guarita com vigilante treinado para agir contra os bandidos. Mas a ousadia é tanta que às vezes todos estes obstáculos são facilmente ultrapassados pelos modernos e bem armados marginais. A classe pobre, no entanto, conta apenas com a segurança que o Estado pode oferecer, apesar de ter o direito de cobrar um melhor serviço e de uma estrutura policial que atenda às necessidades urgentes de um povo aflito e vítima às 24 horas dos bandidos. A solução, neste caso, é acionar soldados da Companhia de Radiopatrulha, Centro de Operações da Polícia Militar, Delegacias de Plantão e Operação Policial Litorânea (Oplit). Mas se a linha telefônica estiver congestionada, o socorro dificilmente chega a tempo. Para combater os marginais, alguns usam velhos e condenados métodos como partir para a luta corpo a corpo para tentar salvar a vida e o patrimônio. Mas, neste caso, a polícia não aconselha, porque estatísticas revelam que homicídios por conta da reação foram registrados e que o certo é esperar pela chegada dos policiais. A segurança pública tem sido questionada e debatida por associações de bairros que buscam meios de pelo menos tentar inibir a violência já que as famílias não têm recursos para utilizar meios modernos de segurança, privilégio dos ricos e poderosos que têm dinheiro para até importar o que existe de novidade do mercado que cresce a cada dia por conta do alto índice de criminalidade. Película semiblindada A instalação de película semiblindada em carros é a grande novidade da arma contra os ladrões e arrombadores. De origem canadense e, apesar de não ser à prova de bala, ela resiste a golpes de ferro, pedra e madeira. Não quebra por mais forte que seja a pancada. Fica retorcida, mas não permite que a parte interna do carro seja violada pelos marginais. A novidade em termos de segurança começou a ser aplicada pelo empresário Luiz André, em junho deste ano, e começa a despertar muito interesse de figurões da sociedade alagoana como alguns conhecidos políticos. Mas implantar uma película semiblindada custa 450 reais e demora cerca de cinco horas. No entanto, segundo André Luiz, é para usar pelo resto da vida por que o serviço é feito por profissionais que garantem a qualidade do serviço. Ele explica que se o carro sofrer danos a empresa aplica uma nova película de graça. Se o veículo for roubado e o dono aparecer com outro terá também o mesmo serviço. ?Nossos clientes têm feitos elogios à qualidade do nosso trabalho e isto é gratificante?, ressalva André Luiz. O empresário afirma que a procura pelo trabalho está ligada à questão de segurança do veículo segundo contatos com seus clientes. Eles buscam instalar a película porque sabem que seu patrimônio não será violado e eles podem deixar objetos de valor dentro deles em qualquer lugar de Maceió, pois os bandidos não terão a menor chance de entrar. ?Todos alegam questão de segurança. E esta nova modalidade de trabalho garante?, ressalva André Luiz. Ele explica que Alagoas é o primeiro Estado que instala película semiblindada e que o mercado deve crescer muito. Ele afirma que a instalação do produto está devidamente autorizada pelas autoridades competentes. À prova de bala Um colete à prova de bala custa 1.200 reais. O candidato, no entanto, tem que ter primeiro o dinheiro e depois muita paciência para receber o produto: rigorosamente controlado pelo Ministério do Exército, Polícia Civil, Federal e Militar. O rigor é para evitar que bandido se passe por um cidadão de bem, e possa adquirir o produto e receber a polícia à bala. O delegado Egivaldo Lopes de Messias, diretor do Departamento de Telecomunicação, Informação e Estatística, relata que normalmente representantes do Ministério Público comunicam, através de ofícios, interesse na aquisição do coletes à prova de bala. O cidadão comum, no entanto, segundo legislação, pode adquirir o produto. Basta procurar a Secretaria de Defesa Social e explicar suas razões para comprar o colete. Se tiver o requerimento deferido, é esperar que a fábrica o envie de São Paulo. ?A busca pelos coletes à prova de bala efetivamente está ligada à segurança, porque normalmente quem compra este tipo de produto é empresa de segurança e vigilância patrimonial. E, logicamente, quando um cidadão quer comprar, é porque efetivamente se preocupa com sua segurança pessoal. Não tenho o número exato dos pedidos de compras. Mas posso adiantar que muita gente espera pelo momento de vestir um colete à prova de bala. Evidente que isto tem o reflexo da violência também?, afirma o delegado Egivaldo Lopes de Messias. Lopes de Messias não confirma, mas o serviço de inteligência das polícias Civil e Militar tem informações de que políticos conhecidos em Alagoas usam diariamente os coletes à prova de bala mesmo dentro do plenário da Assembléia Legislativa Estadual (ALE). Na Câmara Municipal, um vereador conhecido, além de está sempre cercado de seguranças, também usa um destes coletes. Ele alega ser polêmico, destemido, mas que é de carne e não é imortal. Blusão de segurança O blusão à prova de bala é a grande novidade em Recife. Como todo produto de muita utilidade e durabilidade custa 1.800 reais a unidade. A novidade, segundo alguns donos de lojas, não chegou ainda por aqui, porém não deve demorar muito. O blusão é confeccionado por uma empresa paulista que garante ser o tipo de tecido resistente à bala. Para adquirir é preciso entrar na fila e justifica a Polícia Civil por que está interessado na aquisição do produto. Nos bairros ricos do Recife se tornou comum ver pessoa usando os blusões até mesmo dirigindo suas motos. Mas não existe, ainda, informação de que pessoas atingidas por tiros tenham sido salvas pelo blusão que usa com a garantia de que é uma grande arma contra a violência. Executivos, bancários, policiais e políticos são, no momento, os maiores compradores da novidade que deve até o fim do ano alcançar outros importantes mercados no Brasil. Em Maceió, o blusão à prova de bala ainda não chegou, mas, com base em reportagens veiculadas pela televisão, muita gente já está esperando o momento de se candidatar. O policial aposentado Luiz Clarindo explica que o bandido jamais poderá descobrir se o produto é ou não à prova de bala. ?Ele pode atirar e fugir. O cidadão vai cair com o impacto do tiro, mas terá condição de se levantar e acionar o primeiro policial que encontrar. Acho esta novidade uma grande arma contra os bandidos que estão se equipando com o que existe de moderno em termos de armas de fogo?, explica Luiz Clarindo, que trabalhou para a polícia 30 anos de sua vida. E, hoje, com o desenvolvimento tecnológico, oferece meios de segurança para a sociedade.

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