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Duplica��o da BR-101 dever� sair do papel

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A duplicação da BR-101 entre Natal e a divisa de Alagoas com Sergipe, num total de 440 quilômetros, poderá sair do papel. A obra foi incluída no Plano Plurianual de Investimentos (PPA 2004-2007) encaminhado pelo governo federal ao Congresso. Para execução da obra será necessário R$ 1,1 bilhão e o projeto prevê que esses recursos sejam divididos em R$ 440 milhões do Orçamento Geral da União (OGU), R$ 330 milhões alocados pela iniciativa privada ? que, posteriormente, seria ressarcida com a cobrança de pedágio ? e outros R$ 330 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A previsão de conclusão da obra é para 2007. O coordenador da Delegacia Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), Hélder Rebêlo, explica que para duplicação dos 248 quilômetros da BR-101 em Alagoas, que corta todo o Estado desde Jacuípe a Porto Real do Colégio ? serão necessários R$ 258 milhões. Segundo ele, o projeto para duplicação da rodovia em Alagoas estará pronto até o próximo ano. Rebêlo confirma que a BR-101 está em situação precária em Alagoas e adianta que, independentemente do projeto de duplicação, há necessidade de uma restauração da rodovia. ?Os trechos bons da rodovia em Alagoas são poucos?, observa o coordenador do DNIT. Entre os trechos ainda em boas condições de tráfego estão a travessia do município de Teotônio Vilela e parte da estrada em São Miguel dos Campos. Como corta todo o Estado, a rodovia tem um tráfego intenso, principalmente de veículos pesados como ônibus e caminhões. Os problemas são os mais variados, desde a falta de acostamentos à precariedade da sinalização, o que aumenta o índice de acidentes. Segundo Rebêlo, a política do órgão tem sido investir no trabalho de recuperação e correção preventiva dos problemas encontrados nas rodovias federais em Alagoas. Pelo Estado, passam seis rodovias federais: BR-101 (248 quilômetros); BR-316 (290 quilômetros ? desde o bairro da Serraria, em Maceió, até Delmiro Gouveia, no alto sertão); BR-423, BR-104 (da Praça do Centenário até União dos Palmares), BR-424 (região do Pólo) e a menor delas, a BR-110, com apenas 11,6 quilômetros. Entre as de maior volume de tráfego estão a BR-101 e a BR-316. Pontes Além do problema de buracos, Rebêlo afirma que outra situação preocupante é a das pontes. Das 100 existentes no Estado, 70% precisam ser restauradas ou alargadas. O DNIT tem, também, um projeto bastante audacioso: a construção de uma ponte ligando Penedo ao município de Neópolis, em Sergipe. Segundo o coordenador do DNIT, Hélder Rebêlo, a proposta ainda está em fase de estudos, para depois ser elaborado o projeto. A ponte teria um vão de apenas um quilômetro e seria construída fora do perímetro urbano de Penedo, para que não haja tráfego intenso dentro da cidade histórica. Para a obra, a estimativa é que serão necessários R$ 30 milhões, recursos considerados pequenos em relação aos benefícios que atrairia. Para Rebêlo, a construção da ponte iria estimular o turismo, uma vocação natural da região. Tirar o projeto do papel e transformá-lo em realidade será, para o coordenador do DNIT, mais que um desafio, a realização de um sonho. Enquanto este sonho não se torna real, outros investimentos começam a se tornar realidade. É o caso da restauração da BR-316, no trecho entre Pilar e Palmeira dos Índios, num total de 102 quilômetros. A obra está orçada em R$ 9 milhões, e o DNIT já dispõe de R$ 25 mil no orçamento deste ano para dar início à obra, cuja ordem de serviço deverá ser assinada dentro de algumas semanas.

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