Cidades
Neurocirurgi�es e dire��o da UE n�o chegam a consenso
A crise na Unidade de Emergência Armando Lages, deflagrada na última sexta-feira quando os médicos neurocirurgiões resolveram pedir demissão coletiva, ainda não foi resolvida. Segundo o diretor-geral do Pronto-Socorro, Marcus Sampaio, a radicalização dos profissionais não tem fundamento. ?Há três meses os neurocirurgiões nos encaminharam um documento, informando que não fariam mais as visitas aos pacientes internados, por eles não se encontrarem mais em condição de urgência. Nós não concordamos porque a visita hospitalar é obrigatória e os médicos não podem só fazer o ato cirúrgico. O não cumprimento da visita pode gerar encaminhamento para a Comissão de Ética. Diante disso, a reação deles foi de extrema radicalização?, frisou Marcos Sampaio. Ele acrescentou que o plantão fixo dos neurocirurgiões é uma determinação do secretário de Saúde, Álvaro Machado. ?O plantão é fundamental por se tratar de uma área de função vital?, ressaltou o diretor. Os médicos reclamam do acúmulo de funções e dizem que além de estar realizando os procedimentos cirúrgicos, estão fazendo atendimentos clínicos. ?Os pacientes submetidos a cirurgias devem ser acompanhados por outros neurocirurgiões ou por neurologistas clínicos. Nós só recebemos por uma função?, explicou o neurocirurgião Ronaldo Gusmão. Segundo ele, os médicos estavam em sobreaviso para fazer atendimentos de traumatismo craniano e dos pacientes internados. ?Todas as outras especialidades possuem um profissional específico para fazer as visitas. Conversamos com a direção sobre o assunto e ao invés de resolver o problema, elaboraram uma carta ameaçando os médicos de punição e encaminhamento para o Conselho Regional de Medicina, caso nos recusássemos a fazer o atendimento. Nós trabalhamos de sobreaviso desde que o Pronto-Socorro foi criado e não vamos aceitar trabalhar em regime de internamento. Não há necessidade disso?, reforçou Gusmão.