Cidades
Catador n�o cadastrado ter� acesso ao lix�o
BLEINE OLIVEIRA Cerca de 150 catadores de lixo que não se recadastraram no prazo concedido pela Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum) vão receber autorização provisória para continuar trabalhando no Lixão de Mangabeiras. A decisão foi anunciada, ontem, pela superintendente da Slum, engenheira Rosa Tenório, explicando que somente aqueles que não atenderam ao quinto cadastramento deixaram de receber o colete que garante o acesso à área. ?O recadastramento foi feito para organizar o trabalho dos catadores. Não queremos confronto nem prejuízo a eles?- argumenta Rosa Tenório, esclarecendo que a Slum só tem condições de permitir a presença de 330 catadores no Lixão. Atualmente, cerca de 400 pessoas trabalham no local, mas apenas 300 fizeram o recadastramento. Dessas, só 260 apareceram para receber o colete de acesso, o que surpreendeu a diretoria da Slum. ?Há famílias com até cinco coletes enquanto outras não receberam?- reclama a superintendente, admitindo que essa situação será revista. A partir da próxima semana, nenhum catador entrará na área sem colete ou sem crachá. Uma comissão criada pela superintendência vai definir quantos dos excedentes receberão autorização provisória de acesso. Com a organização dos catadores, cujo número será limitado, a Slum definiu ainda algumas normas para o trabalho deles. Agora está proibido o trabalho noturno. O acesso é restrito ao horário das 6h às 18h, de segunda-feira ao sábado. ?Não vamos mais permitir que trabalhem aos domingos?- revela Rosa Tenório. A superintendente revela também que, após o cadastramento, a Slum vai desenvolver projeto de qualificação dos catadores, seja em cooperativas seja por meio de cursos profissionalizantes. Afinal, lembra ela, o novo projeto do Aterro Sanitário não permitirá a presença de catadores de lixo. ?Como o lixão vai acabar, essas pessoas terão que encontrar outras fontes de renda?- completa Rosa Tenório.