Cidades
Relat�rio denuncia grupos de exterm�nio em AL
BLEINE OLIVEIRA Documento produzido pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) inclui Alagoas entre os quatro estados brasileiros onde é preocupante os dados sobre a ação de grupos de extermínio, responsáveis por inúmeros assassinatos. Intitulado Breve Análise do MNDH sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais no Brasil, o documento foi entregue, ontem, à relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Asma Jahangir, que veio ao País levantar informações sobre direitos humanos. Na próxima segunda-feira, 22, a relatora estará no Recife (PE), onde participa de audiência pública com representantes de entidades de direitos humanos de todo o Nordeste. O articulador estadual do movimento, advogado Narciso Fernandes Barbosa, disse, ontem, que vai participar da reunião para relatar as ocorrências criminosas envolvendo grupos de extermínio que agem em Alagoas. ?Vamos levar informações sobre casos recentes e sobre chacinas, cuja investigação apresenta sinais de dificuldade?, diz o representante do MNDH. As ocorrências que mostram Alagoas com um índice 4,61%, em 2000, e de 10,75%, em 2001, de vítimas da ação de grupos de extermínio, foram catalogadas com base em matérias de jornais de circulação diária e caráter estadual. Documento O documento focaliza ?mortes como conseqüência, por exemplo, de ataques por esquadrões da morte ou outras forças privadas; do uso da força por gente encarregada de fazer cumprir a lei e por torturas, descuido, uso da força ou condições de privação de liberdade que implicam em perigo de morte?. O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, não quis comentar as informações, alegando que não conhece o relatório do MNDH. Mas discordou da declaração de que em Alagoas ocorrem execuções. Para Davino, o trabalho do governo na área de segurança pública já apresenta resultados positivos. ?Preciso ver esse relatório para comentá-lo. Mas posso assegurar que o número de homicídios, este ano, é menor que o registrado em 2002?, disse. Sobre chacinas, o secretário deixou claro que a Polícia Civil cumpriu seu papel, cabendo à Justiça adotar as medidas no âmbito judicial.