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Com�rcio espera aquecimento de at� 15% nas vendas do pr�ximo trimestre
FÁTIMA ALMEIDA O comércio de Maceió espera um aquecimento de pelo menos 15% nas vendas do próximo trimestre, em relação ao ano passado. O otimismo, revelado pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Wilson Barreto, encontra respaldo nas boas notícias dos últimos dias: linha de financiamento para eletrodomésticos com juros de aproximadamente 2% a.m., empréstimo para servidores públicos e de empresas privadas com desconto em folha e o lançado esta semana pelo Banco do Nordeste, do microcrédito que vai disponibilizar cerca de R$ 200 milhões para a região, com juros de 2%. Segundo Barreto, essas facilidades beneficiam principalmente o pequeno e médio consumidor, que alimenta o comércio varejista. ?Acho que esse aquecimento já começou e, com certeza, o comércio terá dias melhores neste final de ano?, aposta ele, dizendo que a realidade pode ser ainda mais positiva do que as previsões. Cautela O presidente da CDL diz que o consumidor já está chegando, mas ainda cauteloso. Muitos estão preferindo utilizar essas facilidades para limpar o nome no cadastro de inadimplentes, cobrir débitos vencidos ou sair do cheque especial. ?É uma tendência natural nesse período, já que há uma tradição de compra no fim do ano. Para comprar, o sujeito tem de estar com o nome limpo, e até mesmo para ter acesso a essas linhas de crédito e financiamento?, diz ele, complementando a realidade atual mostra um consumidor mais cuidadoso e responsável. ?Estamos saindo de um período muito difícil para a economia brasileira. Muita gente aprendeu, com a própria crise, lições importantes sobre o comprometimento da renda familiar, capacidade de endividamento e isso aconteceu tanto com o consumidor quanto com o comerciante. As pessoas compram com cautela e é esse crescimento cauteloso que nos interessa. Queremos as pessoas comprando, mas com consciência do seu poder de compra, de poder pagar?, conclui ele. O comércio fechou o primeiro semestre com uma queda de cerca de 10% em relação ao igual período do ano passado. Segundo Barreto, a baixa nas vendas teve relação direta com as incertezas da economia global, a alta taxa de juros e o fechamento de postos de trabalho em praticamente todos os setores produtivos. ?Até mesmo as mudanças no governo federal, as perspectivas das reformas influenciaram negativamente o faturamento do comércio no País?, diz. Outro fator que gera grande expectativa para mudança desse quadro é o princípio da época da moagem de cana, quando o dinheiro começa a circular no Estado e aumenta o poder de compra das pessoas da classe menos favorecida financeiramente.