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Fam�lias que vivem nas ruas ser�o cadastradas

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BLEINE OLIVEIRA Todos os meses, a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcas) gasta cerca de R$ 5 mil comprando passagens de ônibus para famílias de retirantes que vêem para Maceió em busca de emprego. São em média 60 passagens a cada mês para cidades como Aracaju (SE), Recife (PE) e outras mais distantes, no interior de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os número foram revelados, ontem, pelo secretário do órgão, vereador Carlos Ronalsa, anunciando que a Semcas realizará, a partir da próxima semana, um amplo levantamento sobre as pessoas que estão vivendo nas ruas da capital. O secretário afirma que a expectativa delas é encontrar moradia e emprego em Maceió, estimuladas, muitas vezes, pelas próprias prefeituras das cidades de onde migram. De Alagoas costumam aventurar-se na capital famílias de Arapiraca, Campo Alegre, União dos Palmares e de municípios onde existem usinas de açúcar. Estas vêem com mais intensidade no período de entressafra. ?Constantemente, nossas equipes vão às ruas verificar de onde são as famílias e o que pretendem fazer diante da constatação de que não vão encontrar emprego?, afirma Ronalsa. O plantão social da Semcas faz abordagens permanentes, especialmente nas ruas do Centro, onde essas pessoas costumam se arranchar. Sem alternativas, tentam sensibilizar a população maceioense para obter qualquer ajuda, seja dinheiro, comida, roupa usada e outros donativos. Mendicância ?A índole do alagoano é boa, mas dar esmola não ajuda a resolver o problema. Ao contrário, muitos se acostumam com a mendicância e se recusam a voltar para o lugar de origem?, argumenta o secretário de Assistência Social, sugerindo que toda ajuda seja encaminhada a entidades de assistência social em Maceió. Mas o levantamento mostra que muitos dos que aqui chegam são delinqüentes ou drogados, que, muitas vezes, estão fugindo de ações policiais ou até judiciais. As pessoas nesta situação costumam se abrigar em praças, principalmente na Praça Afrânio Jorge, a conhecida Praça da Faculdade, no bairro do Prado. ?Temos recebido muitas reclamações dos moradores daquela região?, revela Carlos Ronalsa, adiantando que, após o levantamento que será realizado também naquela área, a Semcas vai propor a criação da Guarda Comunitária para garantir segurança às famílias residentes no Prado. ?Vamos dar condições para que as pessoas que estiverem ocupando a praça voltem para seus municípios. Em seguida, iremos pedir a ajuda da Polícia Militar para acabar com a insegurança na área?, acrescenta o secretário.

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