Cidades
Empres�rio � indiciado sob acusa��o de fraudar a Ceal
FÁBIA ASSUMPÇÃO Os consumidores comerciais e residenciais que furtam energia da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), usando os chamados ?gatos?, estão correndo o risco de parar atrás das grades. Só este ano, a Delegacia Especializada de Crimes contra a Ceal instaurou cerca de 20 inquéritos sobre furto de energia, a maioria envolvendo consumidores comerciais e industriais. Foi o caso do proprietário da fábrica GG Gelo, na Levada, Geraldo Fernandes, que ontem de manhã teve de se submeter a uma acareação com o eletricista Luiz Cavalcante de Souza, acusado de ter instalado um ?gato? em sua empresa. O assessor jurídico da Diretoria Comercial da Ceal, Ricardo Medeiros Armstrong, afirmou que Geraldo já havia sido autuado pela companhia em abril do ano passado, mas continuou praticando o delito. Agora, além de ser indiciado junto com o eletricista por crime de furto de energia, o que pode levar a uma condenação de até quatro anos de prisão e até oito anos se for qualificado, terá de pagar à Ceal R$ 80 mil pela diferença apurada durante o período em que usou o ?gato?. Serviço Segundo Ricardo, a delegada Andréa Lemos Fontoura decidiu fazer a acareação para apurar algumas contradições existentes no depoimento dos dois envolvidos. O comerciante havia confessado a contratação do eletricista para fazer a instalação do ?gato?, serviço realizado depois das 22 horas e com o pagamento de R$ 50,00. O eletricista negava que havia feito o serviço, mas durante a acareação acabou confirmando. ?Mesmo sendo intimidado pelo eletricista, que esteve em sua casa, Geraldo confirmou que ele havia feito a instalação do gato?, comentou Ricardo Armstrong. O assessor jurídico da Ceal ressaltou que a companhia vem procurando identificar os eletricistas que executam este tipo de fraude. ?Existe uma prática, inclusive de alguns eletricistas, de procurarem os consumidores, principalmente comerciais e industriais, para realizar este tipo de fraude?. Ele afirma, no entanto, que isto não exime de culpa o consumidor. Ricardo salienta que a Ceal vem constatando que muitos medidores encontram-se com selos fora da padronização, retirados muitas vezes de outras unidades consumidoras. ?Este selo é essencial para garantir a exata medição do consumo?. Procurado pela reportagem da GAZETA, o comerciante Geraldo Fernandes não quis falar sobre o caso. Ele disse apenas que contratou um advogado e somente este pode responder a qualquer questão relacionada ao problema com a Ceal. Uma funcionária do estabelecimento assegurou que o advogado telefonaria para a Redação da GAZETA, mas até o fechamento dessa edição não houve qualquer contato.